Encontro da CEPLAC em Altamira fortalece cadeia produtiva do cacau

Altamira sediou um encontro que reuniu representantes de diferentes instituições para discutir o fortalecimento da cadeia produtiva do cacau na região da Transamazônica.

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A programação foi promovida pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, a CEPLAC com a participação de gestores públicos, produtores de cacau, instituições parceiras e representantes do setor produtivo. A diretora-adjunta da CEPLAC, Monaliza Sales, veio de Brasília no DF representando o governo federal.

Durante o encontro, foram firmados protocolos de cooperação técnica entre a CEPLAC, prefeituras e organizações de produtores com foco em ações para fortalecer a lavoura cacaueira na Transamazônica que já se destaca na produção do fruto colocando o Pará como maior produtor com mais de 150 mil toneladas de amêndoas por safra. Entre as estratégias estão o incentivo ao cultivo do cacaueiro em sistemas agroflorestais, a assistência técnica, capacitação dos produtores e a transferência de tecnologias.

O evento também foi espaço para pedir apoio aos agricultores. Sergio representa a Associação Nacional dos Produtores de Cacau e diz que quem produz cacau no Brasil tem sentido o impacto da queda do preço. Alguns agricultores afirmam que o valor recebido atualmente não é suficiente para cobrir os custos de produção.

”Já tem muitos anos que estamos tentando evitar chegar a onde chegou, mas infelizmente nós estamos produzindo cacau onde as moageiras estão super lotadas de cacau que vieram de outro país. A gente desde 2021 vinha falando do risco disso acontecer”

Eles também cobram apoio e articulação política de lideranças para buscar alternativas para a crise. A preocupação é que as moageiras voltem a aumentar as compras de cacau da África, o que, na avaliação dos agricultores, pode ampliar ainda mais a pressão sobre os preços pagos ao produtor no Brasil que sente no bolso o impacto.

Fonte: confirmanoticia

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