Cerrado baiano desponta como nova fronteira para a produção de cacau

Expansão dos cultivos irrigados e tecnificados amplia a diversificação agrícola no Oeste da Bahia e mobiliza produtores, pesquisadores e representantes do setor público.

A cultura do cacau começa a conquistar espaço no Cerrado baiano, impulsionada por sistemas produtivos baseados em tecnologia, irrigação, planejamento e manejo especializado. O avanço das lavouras demonstra o potencial de integração da cacauicultura às atividades agrícolas já consolidadas no Oeste da Bahia.

A experiência regional com sistemas irrigados e agricultura de alta tecnologia cria condições diferenciadas para o desenvolvimento da cultura. Nesse cenário, o cacau surge como alternativa para diversificar a matriz agrícola, agregar valor à produção e abrir novas oportunidades de investimento.

O crescimento da cacauicultura irrigada e tecnificada levou a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau a realizar uma reunião ordinária na Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Barreiras.

O encontro reuniu representantes do poder público, produtores, pesquisadores, entidades de classe e lideranças da cadeia produtiva. A presença dos diferentes segmentos reforçou o interesse em ampliar o diálogo e construir estratégias para o desenvolvimento sustentável da atividade na região.

Durante a reunião, o diretor-geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Thiago Guedes, apresentou as diretrizes e ações da instituição para o fortalecimento da cacauicultura brasileira.

Entre os temas abordados estiveram o fomento à produção, a assistência técnica aos produtores, o fortalecimento das linhas de pesquisa, a certificação de material vegetal e as ações de extensão rural.

A atuação da Ceplac foi apontada como fundamental para ampliar a base de conhecimento e oferecer suporte científico e tecnológico à expansão da cultura, principalmente diante dos desafios relacionados à produtividade, ao material genético, ao manejo e à sanidade vegetal.

O professor Durval Lubiani apresentou uma análise sobre as limitações e oportunidades da cadeia de valor do cacau no Brasil. A exposição abordou questões relacionadas à produção, competitividade, agregação de valor e perspectivas para o setor de cacau e chocolate.

As discussões destacaram a necessidade de uma atuação integrada entre produtores, empresas, instituições de pesquisa e poder público. Essa aproximação será essencial para aumentar a competitividade da cadeia e aproveitar as oportunidades existentes nos mercados nacional e internacional.

Os participantes também visitaram áreas produtoras de cacau no Cerrado baiano. A atividade permitiu conhecer experiências desenvolvidas na região e observar os sistemas de cultivo, as tecnologias utilizadas, as estratégias de manejo e os principais desafios enfrentados pelos produtores.

A aproximação entre a Câmara Setorial e os agricultores do Oeste da Bahia deverá resultar em uma agenda permanente de diálogo e cooperação. A expectativa é realizar uma nova reunião técnica na região para aprofundar a identificação dos gargalos, promover o intercâmbio de experiências e construir propostas capazes de impulsionar a cadeia.

Embora a cacauicultura no Cerrado ainda esteja em fase de desenvolvimento, a combinação entre irrigação, tecnologia, pesquisa e capacidade empresarial coloca o Oeste da Bahia no radar das novas fronteiras produtivas do cacau brasileiro.

Fonte: mercadodocacau com informações negociosba

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