A Organização Internacional do Cacau (ICCO) divulgou nesta terça-feira a Edição nº 3, Volume LII, do Boletim Trimestral de Estatísticas do Cacau, com informações atualizadas até o início de agosto de 2026.
Um dos principais destaques é a decisão da Secretaria da ICCO de suspender temporariamente as estimativas de produção e moagem para a temporada 2025/26, enquanto aguarda informações adicionais.
Com isso, as estimativas mais completas permanecem concentradas na temporada 2024/25.
Segundo a organização, a produção mundial bruta alcançou 4,733 milhões de toneladas, crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior. Já a moagem mundial caiu 3,3%, para 4,649 milhões de toneladas.
A combinação entre maior produção e menor processamento resultou em um superávit global estimado em 37 mil toneladas.
Os estoques ao final da temporada aumentaram quase 3%, para 1,309 milhão de toneladas, elevando a relação estoques/moagem para 28,2%.
O boletim também analisa os preços internacionais entre abril e junho de 2026, período em que o mercado permaneceu bastante sensível às mudanças nas expectativas de demanda, condições climáticas e riscos de produção nos principais países produtores.
A ICCO também chama atenção para os riscos relacionados à possível formação de um evento El Niño no final de 2026, fator que poderá voltar a influenciar as perspectivas de produção e os preços internacionais.
No Mercado do Cacau Intelligence, o assinante acompanha diariamente essas variáveis, os principais níveis técnicos de Nova York e Londres, diferenciais no Brasil e análises sobre o que pode mudar o mercado nas próximas sessões.
No comércio internacional, as exportações globais de grãos de cacau e produtos semiacabados, convertidos em equivalentes de grãos, totalizaram 2,09 milhões de toneladas entre janeiro e março de 2026.
O volume representa uma queda de 2,8% em comparação com o mesmo período da temporada anterior.
A edição também traz estatísticas comerciais por país e região, além de informações sobre a origem das importações e o destino das exportações dos principais participantes do mercado.
Os números mostram que a recuperação da produção em 2024/25 permitiu uma recomposição parcial dos estoques e levou o mercado novamente a um pequeno superávit. Por outro lado, a suspensão das projeções para 2025/26, somada às incertezas climáticas para 2026/27, mantém o mercado internacional atento a qualquer mudança nas perspectivas de oferta e demanda.
Fonte: mercadodocacau com informações comunicaffe


