Relatório da companhia destaca investimentos em rastreabilidade, agrofloresta e pesquisa para fortalecer a produção de cacau diante dos riscos climáticos
A Mars informou que seus fornecedores adquiriram, em 2025, um volume de cacau de origem responsável equivalente a 98% do cacau e dos ingredientes derivados necessários para fabricar produtos da marca. O resultado ficou ligeiramente abaixo da meta da companhia para o ano, segundo o relatório de progresso da estratégia Cocoa for Generations.
A empresa afirma que o cacau classificado como de origem responsável em seu programa é livre de desmatamento e conversão de vegetação. Para acompanhar o fornecimento, utiliza mapeamento das propriedades, rastreabilidade da cadeia e verificação por terceiros. Na África Ocidental, seus fornecedores também aplicaram sistemas de monitoramento e remediação do trabalho infantil ao volume produzido e comprado dos agricultores participantes do programa em 2025.
Há uma distinção para o consumidor: a Mars utiliza o sistema de balanço de massa, no qual cacau de diferentes origens pode ser misturado durante o transporte, armazenamento e processamento. Assim, o volume adquirido de forma responsável não permite garantir a origem física do cacau presente em cada produto.
Na Costa do Marfim e em Gana, a Mars financiou a distribuição de mais de cinco milhões de árvores em 2025. A iniciativa busca integrar árvores às lavouras de cacau, recuperar áreas e ampliar a resistência das propriedades às mudanças climáticas.
A companhia também relata a expansão de programas de agricultura adaptada ao clima na América Latina, com fornecedores no Equador, na República Dominicana e no Peru. As ações incluem práticas voltadas à saúde do solo e à produtividade.
O Brasil aparece no relatório como polo de pesquisa: segundo a Mars, 37 clones de cacau desenvolvidos por seu Centro de Ciência do Cacau foram registrados junto ao Ministério da Agricultura. A empresa também trabalha com materiais de plantio, variedades resistentes a doenças e ferramentas digitais para apoiar a identificação precoce de problemas nas lavouras.
Para os próximos anos, a Mars aponta como prioridades a melhoria da gestão das propriedades, a ampliação das fontes de renda dos agricultores e a diversificação das regiões de fornecimento. O foco reflete um desafio para a indústria: assegurar oferta de cacau ao longo do tempo enquanto produtores enfrentam pressão climática, doenças e dificuldades econômicas.
Fonte: mercadodocacau com informações sustainabilitymag



