A Olam Food Ingredients (ofi), divisão de ingredientes para alimentos e bebidas do Grupo Olam, manteve resultados relativamente estáveis no primeiro semestre de 2026, mesmo diante da forte volatilidade nos mercados de cacau e café, da queda nos preços das commodities e das pressões cambiais.
Entre janeiro e junho, a empresa registrou receita de S$ 12 bilhões (US$ 9,38 bilhões), queda de 18,1% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o recuo foi impulsionado principalmente pela redução dos preços dos insumos, especialmente de cacau e café.
O EBIT da ofi foi de S$ 509,7 milhões (US$ 398,5 milhões), ante S$ 535,8 milhões (US$ 418,9 milhões) registrados no primeiro semestre do ano passado. Apesar da redução, a empresa destacou a resiliência de seu modelo de negócios, apoiada pela menor alocação de capital, maior eficiência e forte geração de caixa.
“Nosso desempenho demonstra a resiliência do nosso modelo de negócios integrado. Apesar da volatilidade contínua do mercado e da incerteza geopolítica, obtivemos resultados estáveis com uma redução significativa na alocação de capital”, afirmou A. Shekhar, CEO do Grupo Olam.
A ofi atua nos segmentos de Global Sourcing e Ingredients & Solutions, com operações envolvendo cacau, café, laticínios, nozes, especiarias e outros ingredientes utilizados pela indústria de alimentos e bebidas.
Incertezas continuam no mercado
Para os próximos meses, a companhia prevê que o cenário continuará desafiador. Questões geopolíticas, mudanças nas políticas comerciais, condições macroeconômicas e riscos climáticos relacionados ao abastecimento devem continuar influenciando os mercados de ingredientes agrícolas.
No caso do cacau e do café, a oscilação dos preços das commodities permanece como um dos principais fatores de impacto sobre as receitas e as cadeias de abastecimento.
Apesar do ambiente de incertezas, a ofi mantém como objetivo alcançar crescimento de volume entre um dígito baixo e médio e crescimento do EBIT ajustado na faixa de um dígito alto no médio prazo.
Paralelamente aos resultados financeiros, a ofi iniciou uma revisão de parte de seu portfólio agrícola. A empresa está avaliando determinados ativos, incluindo pomares de amêndoas e plantações selecionadas de café, pimenta e cacau.
De acordo com a companhia, a revisão busca melhorar a eficiência do capital, fortalecer os retornos e aumentar a resiliência dos lucros. A medida está alinhada à estratégia de investimentos mais seletivos e de gestão ativa do portfólio.
Considerando o grupo como um todo, a Olam registrou receita de S$ 12,5 bilhões (US$ 9,77 bilhões) no primeiro semestre, uma queda de 18,3%. O resultado foi influenciado principalmente pelos menores preços dos insumos na ofi e pela redução dos volumes da Olam Global Holdco (OGH).
A companhia afirmou que continua comprometida com a alienação gradual dos negócios e ativos restantes da OGH, com a intenção de distribuir progressivamente os recursos líquidos obtidos por meio de dividendos especiais, considerando suas necessidades operacionais e financeiras.
Para o restante de 2026, a Olam espera que as condições econômicas globais continuem sendo influenciadas por tensões geopolíticas, políticas comerciais e incertezas macroeconômicas, fatores que podem afetar a demanda, o comércio internacional e as cadeias globais de abastecimento.
Fonte: mercadodocacau com informações foodingredientsfirst


