A receita obtida por Camarões com as exportações de cacau caiu 63% na temporada 2025/26, pressionada pela combinação de menor volume embarcado e forte recuo nos preços internacionais.
Segundo o Conselho Nacional de Cacau e Café (ONCC), o país exportou 125,5 mil toneladas de amêndoas, queda de 34,7% frente às 192 mil toneladas da temporada anterior. Com isso, a receita no porto de Douala recuou de CFA 1,07 trilhão para CFA 400,9 bilhões.
A produção comercializada também diminuiu, passando de 309,5 mil para 247,9 mil toneladas, retração de 19,9%. Ao mesmo tempo, os estoques finais quase triplicaram, alcançando 40,4 mil toneladas, contra 13,9 mil toneladas no ciclo anterior.
Outro fator decisivo foi a queda dos preços FOB. Na safra 2024/25, as cotações no porto de Douala variaram entre CFA 3.808 e CFA 7.536 por quilo. Em 2025/26, a faixa recuou para CFA 1.520 a CFA 3.110 por quilo.
A Telcar Cocoa voltou à liderança entre os exportadores, com 40,6 mil toneladas e participação de 32,4%. Ofi Cam e SBET vieram na sequência. Juntas, as três empresas responderam por 70,3% dos embarques.
A Europa permaneceu como principal destino do cacau camaronês, absorvendo 84,6% das exportações, com destaque para a Holanda.
A forte queda nas receitas chama atenção porque o cacau havia ganhado peso importante na pauta comercial do país. Em 2025, o produto respondeu por 26,3% da receita de exportação de Camarões, superando inclusive a participação do petróleo bruto.
Fonte: mercadodocacau com informações foodbusinessmea

