Em meio a um cenário de crise na oferta, consultoria prevê novos recordes de preço ainda nesta semana
Os preços do cacau começaram abril da mesma forma que terminaram março, em forte alta. No primeiro pregão do mês, os lotes com entrega para maio subiram 3,62%, negociados a US$ 10.120 a tonelada.
Para o analista de mercado, Adilson Reis, o movimento especulativo alimenta a tendência de alta para a commodity na bolsa.
“Os fundos especulativos impuseram um ritmo de oscilação muito forte para o cacau, que antes variava 40 centavos e agora registra movimentos de até US$ 400 em um único dia”, afirma.
Reis acrescenta que os fundamentos de oferta também são cada vez mais pessimistas para uma correção dos preços. Segundo ele, o órgão regulador de Gana, segundo maior produtor de cacau do mundo, disse na semana passada que a safra do país deverá atingir 425 mil toneladas em 2023/24, versus uma projeção inicial de 680 mil toneladas.
“Os fatores fundamentais prevalecem e ganham mais força. A escassez na oferta vem se ampliando a cada dia, e isso dá novos impulsos para a aposta na alta das cotações”.
Em relatório, a consultoria Zaner Group destaca que como não há nenhum alívio para a oferta restrita de cacau no curto prazo, novos recordes na bolsa são esperados para esta semana.


