Produtores da Costa do Marfim pedem mais sol para garantir boa safra principal de cacau

Apesar das chuvas abaixo da média na última semana, agricultores das principais regiões cacaueiras da Costa do Marfim relataram forte floração nas plantações, sustentada pela umidade acumulada no solo. No entanto, alertam que a continuidade dessa tendência depende agora de mais luz solar.

A estação chuvosa no país, que se estende de abril a meados de novembro, ainda não apresentou níveis pluviométricos preocupantes, mas os produtores afirmam que o sol se tornou fator determinante para o sucesso da próxima safra principal, prevista para começar em outubro.

“Há uma floração muito boa nas árvores. Precisamos de mais sol porque o ar é frio”, explicou Kouassi Kouame, produtor da região de Soubre, no oeste do país, onde a precipitação na última semana foi de apenas 3,7 mm — quase 26 mm abaixo da média dos últimos cinco anos.

Condições semelhantes foram observadas nas regiões sul (Agboville e Divo), leste (Abengourou) e centro-oeste (Daloa), assim como nos centros de Bongouanou e Yamoussoukro, onde as chuvas também ficaram aquém da média histórica. Em todas essas localidades, os agricultores destacaram o papel decisivo do clima de agosto e setembro para consolidar o bom início da safra.

“Precisamos de um sol mais forte agora”, reforçou Emile Kassi, de Daloa. O receio é que a persistência de céu nublado ou chuvas intensas nos próximos dois meses possa favorecer doenças e comprometer a formação e maturação dos frutos.

Por ora, o cenário ainda é promissor: as árvores apresentam folhagens saudáveis e não há registro de surtos de doenças. Agricultores estão otimistas com um possível início precoce da colheita, a partir de meados de agosto.

As temperaturas médias durante a semana variaram entre 23,6 °C e 26,6 °C — níveis considerados adequados, mas que, combinados com menor incidência solar, podem atrasar o desenvolvimento dos frutos.

A Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau, e o desempenho de sua safra principal é crucial para o equilíbrio da oferta global em meio a um mercado ainda tensionado pela escassez e volatilidade de preços.

Fonte: mercadodocacau com informações reuters

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