Por: Claudemir Zafalon
Queda nos volumes processados na Ásia e Europa reforça preocupações com a demanda global; mercado aguarda dados da América do Norte
Os preços futuros do cacau seguem pressionados nesta quinta-feira (17), refletindo os dados negativos de moagem no segundo trimestre de 2025. Após a divulgação de uma queda expressiva de 22% na moagem da Malásia, os números consolidados da Ásia indicaram um volume total de 176.644 toneladas, o que representa uma retração de 16,27% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na Europa, principal polo de processamento do grão, a moagem somou 331.762 toneladas, uma redução de 7,2% na comparação anual.
O desempenho fraco das moagens — considerado um importante indicador da demanda por produtos de cacau — reforça o ambiente de baixa no mercado internacional. Ainda nesta quinta-feira, às 17h (horário de Brasília), serão divulgados os dados da América do Norte, que poderão confirmar a tendência de desaceleração global no consumo industrial de cacau.
No mercado de futuros, o contrato setembro/2025 registrou forte volatilidade, oscilando entre a mínima de US$ 7.588 e a máxima de US$ 7.866, encerrando o pregão em US$ 7.639 por tonelada, com recuo de US$ 245 no dia. O volume negociado foi de 27.462 contratos, sendo 10.751 apenas no contrato de setembro. O interesse em aberto segue em alta, totalizando 96.719 contratos, sinalizando possível continuidade da especulação e pressão técnica nos próximos dias.
Enquanto isso, os estoques certificados nos portos dos Estados Unidos, monitorados pela ICE, permanecem relativamente estáveis, somando 2.344.637 sacas.
O cenário de moagens fracas combinado a estoques confortáveis e sinais de queda na demanda global fortalece o viés baixista dos preços, mesmo após os recordes históricos registrados no primeiro semestre. A atenção dos investidores se volta agora para os números norte-americanos e possíveis revisões nas projeções de superávit para a safra 2025/26.
Fonte: mercadodocacau


