O setor mundial de confeitaria vive uma fase de expansão expressiva, com as vendas disparando em praticamente todas as categorias — de pirulitos coloridos a chocolates premium. Avaliado atualmente em US$ 206 bilhões (€ 177 bilhões), o mercado deve atingir US$ 278 bilhões até 2032, segundo projeção da Fortune Business Insights.
Embora os doces sem chocolate estejam liderando o ritmo de crescimento, o chocolate segue soberano, mantendo sua posição como o produto mais emblemático e emocionalmente conectado aos consumidores em todo o mundo.
De acordo com a Data Bridge Market Research, as vendas de confeitos não relacionados ao chocolate estão crescendo a uma taxa anual de 5,5%, superando a média geral do setor, estimada em 2,2%. O valor movimentado pela categoria deve saltar de US$ 87 bilhões para US$ 134 bilhões até 2029, refletindo o apetite crescente dos consumidores por sabores mais ousados, cores vibrantes e novas texturas.
A National Confectioners Association (NCA) destaca que os doces sem chocolate já são a segunda maior categoria da confeitaria global, com participação crescente desde 2020.
O relatório Getting to Know Candy Consumers 2025, da NCA, mostra que os doces mastigáveis lideram as vendas dentro da categoria, respondendo por 50% de todo o consumo de confeitos sem chocolate. Em seguida aparecem gomas, doces duros, pirulitos e alcaçuz como os cinco tipos mais populares.
Entre as novidades, doces liofilizados e recheados com líquidos vêm conquistando gerações mais jovens, especialmente as Gerações Z e Y, que valorizam experiências sensoriais diferenciadas.
Nos sabores, os clássicos de frutas continuam dominando o mercado, com 42% de participação, enquanto versões azedas, picantes e “misteriosas” ganham espaço entre os mais jovens.
Chocolate continua sendo o pilar da confeitaria
Apesar do avanço dos doces, o chocolate ainda reina absoluto. Com um valor de mercado global de US$ 123 bilhões, o produto continua representando a maior fatia da indústria de confeitaria e mantém uma forte relação cultural e emocional com os consumidores em todo o mundo.
Segundo a Grand View Research, o mercado global de chocolate deve atingir US$ 184 bilhões até 2033, com taxa de crescimento anual (CAGR) de 4,8% — ligeiramente inferior à dos confeitos sem chocolate.
Esse dado reflete as mudanças nas preferências do consumidor, que têm impulsionado outros segmentos, especialmente os relacionados a lanches saudáveis, ingredientes à base de plantas e novas texturas e formatos.
O consumo de doces e chocolates continua fortemente ligado a ocasiões sazonais, com Halloween, Páscoa, Dia dos Namorados e Natal entre os principais impulsionadores de vendas. Ainda assim, o consumo fora de datas comemorativas é expressivo: 61% dos consumidores afirmam comprar doces como forma de auto-tratamento emocional, segundo a NCA.
O humor é hoje o maior fator de compra, seguido de preço e, em terceiro lugar, marca — indicando que o poder das grandes marcas vem diminuindo diante de consumidores mais abertos à experimentação.
À medida que os gostos dos consumidores evoluem e a inovação se acelera, o mercado global de confeitaria entra em uma nova fase dinâmica. As marcas que investirem em experiência sensorial, variedade de texturas, inovação de sabores e relevância sazonal estarão melhor posicionadas para capturar o crescimento futuro.
Fonte: mercadodocacau


