Cacau recua em meio à perspectiva de superávit na safra 2025/26
Os contratos futuros de cacau registraram movimento de baixa entre os dias 12 e 19 de dezembro. Em Nova Iorque, o contrato com vencimento em março de 2026 recuou 6,3%, encerrando próximo de 5.882 USD/ton. Em Londres, a tela de mesmo vencimento caiu 6,1%, sendo negociada em torno de 4.264 GBP/ton.
O movimento baixista observado no período reflete, principalmente, a redução dos temores quanto à oferta global, diante da consolidação da nova safra e do aumento dos embarques oriundos do Equador e de países do Oeste Africano, especialmente Costa do Marfim e Gana.
A expectativa de superávit no balanço global para a safra 2025/26, iniciada em outubro, tem reforçado a pressão sobre os preços, embora riscos e incertezas sobre a produção ainda sustentem parcialmente as cotações. Do ponto de vista técnico, outro fator de suporte ao mercado, e que gerou movimentos de alta expressivos nas últimas semanas, é a inclusão do cacau no Bloomberg Commodity Index (BCOM), que impulsionará compras substanciais de contratos em janeiro de 2026.
No mesmo período, o índice de commodities CRB recuou 1%, enquanto o Dollar Index (DXY) avançou 0,2%. Esse desempenho pode indicar que o ambiente macroeconômico contribuiu, ao menos parcialmente, para a valorização do cacau, especialmente diante do comportamento relativamente negativo de ativos considerados mais arriscados, como as commodities.

