Entre ajustes globais e fatores técnicos, mercado de cacau navega em semana decisiva

Por: Claudemir Zafalon

O clima macroeconômico internacional apresentou perda de parte do ímpeto otimista no final da semana passada. O movimento foi impulsionado principalmente pela realização de lucros em ações de tecnologia, pelo fortalecimento do dólar norte-americano e pela elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Esse conjunto de fatores reduziu o apetite ao risco e trouxe maior cautela aos mercados globais.

Além disso, a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida no fim de semana, adiciona uma nova camada de incerteza no curto prazo, especialmente para os mercados globais e para o setor de energia, que tende a reagir de forma sensível a tensões geopolíticas na região.

Apesar desse cenário mais desafiador, o mercado de cacau iniciou a semana com viés positivo. A confirmação oficial da janela anual de rebalanceamento do índice Bloomberg, que terá início na quinta-feira, 8 de janeiro, e seguirá por cinco sessões até o encerramento em 14 de janeiro, contribuiu para sustentar os preços nesta manhã. Durante esse período, fundos de índice deverão adquirir aproximadamente 30% do interesse em aberto do contrato de cacau negociado em Nova York, o que tende a gerar suporte adicional às cotações.

Na última sexta-feira, o contrato de cacau com vencimento em março apresentou forte volatilidade. Os preços oscilaram entre a mínima de US$ 5.823 e a máxima de US$ 6.077 por tonelada, encerrando o pregão a US$ 5.871/tonelada, com queda de US$ 194 no dia. Foram registrados 12.706 negócios, com volume total de 26.819 contratos. O interesse em aberto estimado apresentou alta de 274 contratos, alcançando 126.086 contratos.

No lado dos fundamentos, os estoques certificados de cacau nos portos dos Estados Unidos, monitorados pela ICE, permanecem em 1.631.264 sacas, dado que segue sendo acompanhado de perto pelos participantes do mercado.

No mercado cambial, o contrato futuro do dólar com vencimento em 30 de janeiro de 2026 é negociado a R$ 5,45, fator que também influencia a formação de preços das commodities e as decisões de hedge por parte de investidores e agentes do setor.

Fonte: mercadodocacau

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