Por: Claudemir Zafalon
O mercado internacional do cacau segue em forte turbulência e registra uma queda acentuada nos preços nas últimas semanas. Desde o dia 8 de janeiro, a cotação da commodity despencou mais de 50%, saindo de cerca de US$ 6.300 para US$ 2.980, um movimento que tem chamado a atenção de produtores, investidores e analistas do setor. A grande dúvida agora é se o mercado já atingiu o fundo ou se novas quedas ainda podem ocorrer.
No pregão de ontem, o contrato de maio encerrou o dia cotado a US$ 3.063, com leve alta de US$ 11. Durante o dia, o preço oscilou entre a mínima de US$ 3.011 e a máxima de US$ 3.140, refletindo a forte volatilidade que tem marcado o mercado do cacau.
O número de negociações chegou a 14.441, com volume total de 40.595 contratos negociados. Já o interesse em aberto estimado registrou aumento de 7.883 contratos, alcançando 185.196 contratos, sinalizando que os investidores seguem atentos e ativos nas negociações da commodity.
No mercado físico, foram registradas entregas de 44 contratos, todos provenientes da StoneX Group. Os recebedores foram 27 contratos pela Société Générale e 17 pela Citigroup. Com isso, o total acumulado de entregas chegou a 723 contratos.
Outro indicador importante do mercado também apresentou crescimento. Os estoques certificados nos portos dos Estados Unidos monitorados pela Intercontinental Exchange (ICE) aumentaram em 4.960 sacas, atingindo o total de 2.155.913 sacas armazenadas.
Já o Índice de Força Relativa (RSI) do cacau está atualmente na faixa de 20%, um nível considerado tecnicamente sobrevendido, o que pode indicar possibilidade de correção ou recuperação nos preços no curto prazo.
No cenário técnico, analistas apontam que a resistência para o contrato de maio está na faixa entre US$ 3.300 e US$ 3.500, enquanto os principais pontos de suporte aparecem entre US$ 2.750 e US$ 2.500.
Fonte: mercadodocacau


