Cacau entra na lista de bônus do PGPAF, produtores da Bahia e de outros estados passam a ter direito ao benefício

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a nova relação de produtos contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) para o mês de março, trazendo mudanças importantes para diversas cadeias produtivas no país. Entre as novidades está a inclusão do cacau, que passa a contar com bônus de desconto para produtores da Bahia, Espírito Santo, Pará e Rondônia.

A medida surge em um momento sensível para o setor cacaueiro, marcado pela forte queda das cotações internacionais e pela pressão sobre a renda dos produtores. Com a inclusão no PGPAF, agricultores familiares dessas regiões poderão acessar o benefício quando os preços de mercado ficarem abaixo do valor de referência estabelecido pelo programa.

Além do cacau, a nova lista também inclui o tomate cultivado em Santa Catarina, somando-se a outros 18 produtos agrícolas em diferentes estados brasileiros que terão direito ao bônus neste período.

O levantamento divulgado pela Conab também trouxe atualizações em relação à lista anterior. O arroz passou a receber bonificação em Goiás, enquanto o alho terá o benefício estendido a produtores do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. A batata também passa a contar com bônus no Distrito Federal e em Santa Catarina.

Outros produtos incorporados ao programa neste mês incluem o leite produzido na Bahia e em Pernambuco, a raiz de mandioca no Amapá e na Bahia e o trigo no Tocantins.

Por outro lado, alguns itens deixaram de ter direito ao bônus nesta atualização. Entre eles estão a manga produzida no Rio de Janeiro e em São Paulo, o leite em Goiás, o feijão no Paraná e em Santa Catarina e a banana em Sergipe. Em Pernambuco, o benefício também deixa de ser aplicado para castanha-de-caju, feijão-caupi e cana-de-açúcar.

Entre os maiores percentuais de desconto previstos neste ciclo estão os concedidos aos produtores de batata do Paraná, com bônus de 59,51%, seguidos pela cebola no Rio Grande do Sul, com 58,57%, e pelo feijão-caupi no Amapá, com 57,9%. O feijão-caupi comercializado em Mato Grosso também terá redução expressiva, chegando a 56,43%. Outros destaques incluem a laranja em Sergipe, com 45,7%, e a castanha-de-caju na Bahia, com desconto de 55,06%.

No total, o programa contempla produtores de uma ampla variedade de alimentos em diferentes estados, incluindo alho, arroz, banana, batata, borracha natural, cana-de-açúcar, castanha-de-caju, cebola, erva-mate, feijão, feijão-caupi, laranja, leite, manga, maracujá, mel, milho, raiz de mandioca, sisal, sorgo e trigo.

O PGPAF é um instrumento de apoio à agricultura familiar que entra em ação quando o preço de mercado de determinado produto fica abaixo do valor de referência definido pelo governo. Nessas situações, o agricultor pode utilizar o percentual de bônus como desconto no pagamento ou na amortização de parcelas de financiamentos contratados por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Para os produtores de cacau, a inclusão no programa representa um importante mecanismo de proteção de renda, especialmente em um momento de elevada volatilidade nos preços internacionais e de maior pressão sobre a rentabilidade das lavouras.

Fonte: mercadodocacau

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2 Comments

  1. José walas santana de carvalho disse:

    Pra quem não tem empréstimo? O que fazer com os produtos desvalorizado que não paga nem o trabalho? Já tem muita gente abandonando as lavouras, agente sofre a muitas décadas com essas covardias que acontece ao longo da nossa história, muito triste, eu mesmo não sei o que fazer pra quitar as despesas,o jeito e cair fora de novo!

  2. Edcarla disse:

    Misericórdia uma forma do governo pra surrupiar nosso dinheiro.

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