Comentário semanal de cacau – 11/03/2026

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Cacau avança em meio à alta do petróleo e outras commodities

Entre 2 e 9 de março, os contratos futuros de cacau voltaram a subir nos mercados internacionais, revertendo parte das perdas observadas ao longo das semanas anteriores. Em Nova Iorque, o contrato para maio de 2026 avançou 8,9%, encerrando a segunda‑feira a USD 3.197 por tonelada. Em Londres, o contrato equivalente registrou alta de 11,4%, fechando a GBP 2.358 por tonelada.

A intensificação do conflito no Oriente Médio tem sustentado o movimento de alta, diante da preocupação de que o bloqueio ao Estreito de Ormuz provoque aumentos nos custos de frete, prejudique o fluxo de exportações e limite a oferta global de cacau. O avanço das commodities energéticas também reforça esse movimento por meio da maior atratividade dos fundos indexados a commodities, que tende a impulsionar o conjunto da classe de ativos.

No campo dos fundamentos, o principal evento da última semana foi a redução significativa do preço fixo pago aos produtores na Costa do Marfim, acompanhada do início antecipado da safra intermediária. As informações divulgadas pelo setor indicam que as vendas da safra já atingiram cerca de 400 mil toneladas destinadas à moagem local, o que sugere que a demanda doméstica vinha sendo contida pelo desalinhamento entre preços internos e internacionais, e não somente por uma deterioração estrutural. Essa normalização tende a oferecer algum suporte adicional aos preços globais. Paralelamente, os investidores seguem aguardando a divulgação das moagens globais, prevista para meados de abril.

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