Por: Claudemir Zafalon
O mercado internacional de cacau segue operando sem direção definida, refletindo a ausência de notícias relevantes capazes de influenciar de forma consistente a formação de preços. Com isso, as negociações permanecem concentradas em um intervalo limitado de oscilação.
O contrato com vencimento em maio encerrou o último pregão cotado a US$ 3.331, registrando alta de US$ 71. Ao longo da sessão, os preços oscilaram entre a mínima de US$ 3.193 e a máxima de US$ 3.351, mantendo-se dentro da faixa recente de negociação. O volume foi de 14.591 negócios, totalizando 39.291 contratos.
O interesse em aberto apresentou avanço de 1.711 contratos, atingindo 191.941, indicando manutenção do posicionamento dos agentes mesmo diante de um mercado ainda indefinido.
Nos estoques, os dados da Intercontinental Exchange apontaram aumento de 7.854 sacas nos portos dos Estados Unidos, totalizando 2.314.981 sacas certificadas. O crescimento dos estoques segue no radar do mercado como possível fator de pressão sobre os preços.
Do ponto de vista técnico, o Índice de Força Relativa (RSI) permanece na região de 44%, sinalizando um mercado em condição neutra, sem indicação de sobrecompra ou sobrevenda.
As resistências para o contrato de maio seguem nas faixas de US$ 3.500 e US$ 3.800. Já os suportes permanecem entre US$ 3.150 e US$ 3.000, níveis que vêm sendo testados nas últimas sessões.
No cenário cambial, o contrato futuro do real frente ao dólar, com vencimento em 31 de março de 2026, está cotado a R$ 5,255, variável que continua sendo acompanhada de perto pelos agentes do mercado.
Diante desse cenário, o mercado de cacau permanece em compasso de espera, acompanhando possíveis mudanças nos fundamentos globais que possam definir uma tendência mais clara no curto prazo.
Fonte: mercadodocacau


