A moagem de cacau na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, apresentou leve avanço no mês de fevereiro, mas ainda mantém desempenho inferior no acumulado da safra 2025/26, refletindo os desafios enfrentados pela indústria local diante do atual cenário de mercado.
De acordo com dados divulgados pela associação de exportadores Gepex, o volume processado no país alcançou 53,06 mil toneladas em fevereiro, alta de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado indica uma recuperação pontual da atividade industrial, possivelmente associada à maior disponibilidade de matéria-prima no curto prazo.
Apesar disso, no acumulado desde o início da safra, em outubro, a moagem total soma 280,5 mil toneladas até o final de fevereiro, registrando queda de 5,9% na comparação anual. O número reforça que, mesmo com alguma melhora recente, o ritmo de processamento ainda não recuperou os níveis observados na temporada anterior.
Os dados da Gepex contemplam seis das principais empresas de moagem em operação no país, incluindo gigantes globais como Barry Callebaut, Olam e Cargill, que desempenham papel central na cadeia global de processamento e comercialização de cacau.
A Costa do Marfim possui capacidade instalada de moagem estimada em cerca de 750 mil toneladas por ano, posicionando-se como um dos principais polos industriais do setor. O país disputa com a Holanda a liderança global no processamento de cacau, estratégia que busca agregar valor localmente à produção e reduzir a dependência da exportação de amêndoas in natura.
A leve alta registrada em fevereiro pode sinalizar um início de estabilização da moagem, acompanhando o ajuste entre oferta e demanda que vem sendo observado no mercado internacional de cacau. A continuidade desse movimento dependerá, sobretudo, da evolução da demanda por derivados e do comportamento dos preços nos próximos meses.
Fonte: mercadodocacau


