O estado do Pará consolida sua posição como principal polo da cacauicultura nacional ao registrar uma produtividade média de 814 kg por hectare, segundo o relatório “Previsão de Safra de Cacau no Estado do Pará”, divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O desempenho coloca o estado bem acima da média brasileira, estimada em 483 kg/ha, e também supera a produtividade média do continente africano, principal produtor global, que gira em torno de 500 kg/ha.
Com uma produção total de 141.452 toneladas em 2025, o Pará não apenas lidera o ranking nacional, como também reforça sua relevância crescente no cenário global. A região da Transamazônica se destaca como o principal eixo produtivo, com municípios como Medicilândia, que atingiu 37.564 toneladas, seguido por Uruará, com 21.426 toneladas, e Placas, com 17.052 toneladas. Em algumas localidades, como Placas, Brasil Novo e Uruará, a produtividade já ultrapassa a marca de 1.000 kg por hectare, evidenciando um nível técnico acima da média mundial.
O avanço da produção paraense está diretamente ligado ao protagonismo da agricultura familiar. Segundo o secretário da Sedap, Giovanni Queiroz, o desempenho do estado reflete a dedicação dos pequenos produtores, que vêm adotando boas práticas agrícolas e investindo em qualidade. Esse movimento tem garantido reconhecimento internacional à amêndoa produzida na região, frequentemente premiada em concursos globais.
Um exemplo desse protagonismo é o produtor Gilmar Souza, de Uruará, vencedor da medalha de ouro no Cacao of Excellence 2025, uma das principais premiações internacionais do setor. O reconhecimento reforça não apenas a qualidade do cacau paraense, mas também o potencial do Brasil em se posicionar como fornecedor de amêndoas finas e diferenciadas no mercado global.
O levantamento, financiado pelo Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau), abrange cerca de 86% da produção estadual e foi elaborado com base em amostragens realizadas em 55 propriedades. Além de consolidar dados produtivos, o relatório se apresenta como uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas, investimentos privados e decisões ao longo da cadeia produtiva.
Fonte: mercadodocacau com informações SEDAP e CEPLAC


