Fertilizantes Caros Mudam Safra dos EUA e Acendem Alerta no Campo Brasileiro

“Não podemos cravar que vai faltar produto, mas a incerteza paira no ar.” A afirmação de Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic Fertilizantes no Brasil, dá tom de cenário que vai além de mais um ciclo de alta de insumos. Cinco semanas após o início da escalada militar entre Estados Unidos e Irã, o mercado global de fertilizantes já opera sob choque. E o mais desafiador, sem horizonte claro de normalização.

O conflito ainda é recente, mas seus efeitos já são mensuráveis. O problema é que sua duração segue imprevisível. E nesse tipo de crise o tempo é o principal multiplicador de risco. Quanto mais longo o impasse, maior a pressão sobre energia, logística e oferta de insumos estratégicos como os fertilizantes.

Para traçar a tendência sobre a falta deste importante insumo para as operações agrícolas no País e no mundo, foram entrevistados Monteiro e Felippe Cauê Serigati, doutor em economia e coordenador do mestrado profissional do FGV Agro, um ‘think tank’ voltado ao agronegócio brasileiro, e com o Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), entidade com cerca de 70 associados, unindo todos os elos da cadeia produtiva, do campo à indústria, distribuição e serviços como AGCO, Agroceres, B3, Banco do Brasil, Basf, Bayer, Bosch, Cargill, Cooxupé, Corteva, Cosan, Jacto, JBS, John Deere e Mosaic.

Segundo eles, os impactos já aparecem nos números e nas decisões de campo. Enquanto o produtor brasileiro ainda conta com algum fôlego, o agricultor americano já reage diretamente ao choque.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) mostram recuo na área de milho e avanço da soja, numa clara tentativa de reduzir a exposição a fertilizantes mais caros.

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