O Instituto Biofábrica da Bahia participou do lançamento de um novo projeto voltado à integração entre produção de cacau e conservação ambiental, realizado no auditório da CEPLAC, em Ilhéus. A iniciativa, intitulada “Conservação da Mata Atlântica por meio do manejo sustentável de paisagens agroflorestais de cacau”, reforça o papel estratégico do sistema cabruca como modelo de produção alinhado à preservação da floresta.
O evento reuniu instituições públicas, organismos internacionais e parceiros locais com o objetivo de apresentar ações que conciliam produtividade agrícola com conservação ambiental. O modelo cabruca, tradicional na região cacaueira da Bahia, permite o cultivo do cacau sob a sombra de árvores nativas, mantendo a biodiversidade da Mata Atlântica e garantindo geração de renda para produtores rurais.
Representando a Biofábrica, o diretor Valdemir José destacou o compromisso da instituição com a sustentabilidade e a inovação no campo. Segundo ele, a produção de mudas de alta qualidade, resistentes e adaptadas aos sistemas agroflorestais, é fundamental para elevar a produtividade sem a necessidade de expansão de área. A instituição também pretende ampliar as capacitações técnicas realizadas em seus viveiros, fortalecendo o conhecimento dos produtores e incentivando práticas mais eficientes e sustentáveis.
A iniciativa conta com a participação de importantes organizações, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o Ministério da Agricultura e Pecuária, além da Sitawi e do Governo Federal. O projeto prevê a implementação de ações junto a agricultores familiares e comunidades locais, promovendo a recuperação produtiva das lavouras e a conservação dos ecossistemas.
Reconhecido como referência na produção de mudas clonais de cacau e outras espécies, o Instituto Biofábrica da Bahia utiliza biotecnologia para impulsionar a renovação das lavouras e contribuir para a sustentabilidade da cacauicultura. A participação da instituição no projeto reforça a importância da inovação e da assistência técnica como pilares para o futuro da produção de cacau no Brasil, especialmente em um cenário que exige maior eficiência produtiva aliada à responsabilidade ambiental.
Fonte: mercadodocacau


