Moagem de cacau na Costa do Marfim cresce em março, mas temporada ainda registra queda

A Costa do Marfim apresentou leve recuperação na atividade de processamento de cacau em março, sinalizando alguma estabilidade pontual no setor industrial. Dados divulgados pela associação de exportadores GEPEX indicam que a moagem mensal atingiu 54.241 toneladas, representando um avanço de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do desempenho positivo no mês, o acumulado da temporada 2025/26 ainda reflete um cenário mais desafiador. Desde o início do ciclo, em outubro, até o fim de março, o volume total processado somou 334.771 toneladas, o que representa uma queda de 4,8% na comparação anual.

Os números compilados pelo GEPEX abrangem seis das principais indústrias moageiras instaladas no país, incluindo gigantes globais como Barry Callebaut, Olam e Cargill, que desempenham papel central na transformação da amêndoa em derivados como manteiga, pó e liquor de cacau.

A leitura dos dados sugere que, embora haja sinais pontuais de recuperação, a atividade industrial ainda sente os efeitos de um ambiente global mais pressionado, marcado por ajustes de demanda e elevados níveis de estoques ao longo da cadeia.

Com capacidade instalada estimada em cerca de 750 mil toneladas por ano, a Costa do Marfim mantém posição estratégica no processamento global de cacau. Além de liderar a produção mundial da commodity, o país disputa com a Holanda o posto de maior polo moageiro do mundo, reforçando sua relevância tanto na origem quanto na transformação da matéria-prima.

O desempenho da moagem segue sendo um dos principais termômetros da demanda por derivados de cacau, especialmente em um momento em que a indústria global ajusta seus níveis de produção diante de mudanças no consumo e na dinâmica de preços internacionais.

Fonte: mercadodocacau com informações reuters

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