Alta umidade no Sul da Bahia acende alerta para doenças do cacau e impulsiona busca por controle preventivo

A elevação dos índices de umidade no sul da Bahia vem intensificando a pressão fitossanitária sobre as lavouras de cacau, especialmente no que diz respeito à incidência de doenças como a podridão parda (Phytophthora sp.) e a vassoura-de-bruxa (Moniliophthora perniciosa). Ambas afetam diretamente os frutos, comprometendo a produtividade e gerando perdas econômicas relevantes aos produtores.

Nos últimos anos, técnicos da região têm observado um avanço consistente dessas doenças, impulsionado pelas condições climáticas favoráveis à sua disseminação. Diante desse cenário, o manejo preventivo tem se consolidado como a principal estratégia recomendada para mitigar os impactos na produção.

De acordo com o engenheiro agrônomo Dr. Ivan Costa, da Consulmat, consultoria técnica de campo, o controle eficaz dessas doenças passa necessariamente pela utilização de produtos à base de cobre, especialmente na fase crítica de maior incidência, entre os meses de abril a agosto.

Segundo o especialista, estudos comparativos conduzidos em campo demonstraram diferenças relevantes entre as tecnologias disponíveis no mercado. O trabalho avaliou diferentes tratamentos, incluindo produtos cúpricos tradicionais em pó e soluções líquidas com aplicação direcionada na copa e no solo, com foco na eficiência no controle das doenças e na sanidade dos frutos.

O experimento, estruturado com oito tratamentos distintos e conduzido em condições reais de lavoura, analisou parâmetros como número de frutos sadios versus doentes, intensidade de floração, bilrração e evolução das infecções ao longo dos ciclos produtivos. Os dados indicaram que abordagens integradas, combinando proteção e nutrição, apresentaram desempenho superior em relação aos métodos convencionais.

Entre os produtos avaliados, o BIG RED, produzido pela AGRICHEM, destacou-se nos resultados apresentados. De acordo com Dr. Ivan Costa, o diferencial do produto está na sua formulação líquida à base de óxido cuproso, que permite maior uniformidade na aplicação e melhor absorção pela planta, atuando simultaneamente na proteção contra patógenos.

“Os resultados de campo mostram que, além da eficiência no controle preventivo das doenças, o BIG RED apresenta uma vantagem operacional importante, foi a praticidade na mistura por se tratar de produto liquido e que já possui em sua composição a goma xantana, dispensando o uso de adesivos.”, afirma o agrônomo.

Outro ponto ressaltado pelo consultor é o aspecto econômico. Segundo ele, considerando um ciclo de quatro aplicações no período crítico, o custo do tratamento com o produto foi de 54,2% inferior em comparação com fungicidas cúpricos tradicionais em pó, fator que tem peso significativo na tomada de decisão dos produtores.

Os estudos também reforçam a importância da aplicação estratégica e do calendário fitossanitário bem definido. Conforme observado no plano experimental, aplicações mensais ao longo do ciclo, especialmente iniciadas antes do pico de incidência, contribuem para reduzir drasticamente a presença de frutos doentes nas áreas tratadas.

Diante do atual cenário climático e do histórico recente de avanço das doenças, especialistas destacam que o setor cacaueiro precisa intensificar a adoção de tecnologias que aliem eficácia agronômica e viabilidade econômica. A escolha de produtos e estratégias de manejo passa a ser decisiva para garantir produtividade, qualidade e sustentabilidade das lavouras, principalmente diante do cenário de baixo preço do cacau.

Com a expectativa de manutenção de condições climáticas favoráveis à incidência de doenças nos próximos ciclos, o tema deve seguir no centro das atenções da cadeia produtiva, reforçando o papel da pesquisa de campo e da assistência técnica na definição das melhores práticas para o cacau brasileiro.

Fonte: mercadodocacau

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