Segundo informações do trader holandês Cocoanect BV, publicadas pela agência Bloomberg, Costa do Marfim e Gana receberam chuvas “muito boas” no mês passado, que aliviou os danos causados pelas secas do 3o trimestre, a pior desde 1999. Na estimativa do comerciante, a safra principal da Costa do Marfim deverá produzir 1,10–1,15 milhão t e a mid crop entre 400 e 450 mil t, com a tendência dos números finais ficarem próximos aos limites superiores das faixas.
Mesmo assim, a produção será menor que as 1,8 milhão t de 2014/15, enquanto as safras do Equador e da Indonésia ainda correm o risco dos efeitos do fenômeno El Niño, sendo que a safra deste último deverá cair para 300– 325 mil t, abaixo das 350 mil t de 2014/15.
O clima favorável na África Ocidental é confirmado por outras fontes. Produtores ouvidos pela Reuters são altamente otimistas em função das chuvas abundantes entremeadas por períodos ensolarados que têm prevalecido nas últimas semanas na maioria das regiões produtoras de cacau e já admitem a possibilidade de a corrente safra igualar o recorde de 2014/15.
A CRA também confirma chuvas acima da média em Gana e na Costa do Marfim, bem como o retorno de alguma precipitação na Indonésia, embora ainda não em volumes suficientes. Já a DowJones reportou chuvas excessivas na Nigéria, que dificultam as colheitas, impedem a secagem do cacau ao sol e ameaçam causar o ressurgimento da podridão parda. Com informações da TH


