A safra temporã de cacau que acontece entre os meses de abril e setembro foi duramente afetada pelas condições climáticas, especialmente pelo longo período de seca, que assolou por nove meses o Estado no final do ano de 2015 e início de 2016.
De acordo com o especialista de mercado Thomas Hartmann, em analise publicada, “o temporão foi uma verdadeira calamidade para o Brasil inteiro ao cair para menos que a metade do ano passado. No caso da Bahia, a produção foi a mais baixa desde a também desastrosa temporada de 1973 e, no caso dos outros estados, desde 2007. Como consequência, o resultado da safra internacional 2015/16 foi o menor desde 2006/07”, informou o analista.
O clima seco da região foi resultado do fenômeno climático El Niño que gerou um aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico (na região equatorial) e que em 2015 foi o mais forte dos últimos 19 anos e aumentou as chuvas na região Sul do país e tornou ainda mais rigorosa a seca do Nordeste.
O estresse hídrico provocado pela seca não apenas comprometeu a produtividade das plantações como também matou uma parcela das árvores no Estado, o que fez com a Bahia conseguisse produzir pouco mais de 43 mil toneladas de cacau na safra temporã 2016, uma queda aproximada de 56% ante a última safra temporã, que somou 94,838 mil toneladas.
Como se não bastasse à quantidade menor, a qualidade do cacau baiano também foi pior, pois o tamanho das amêndoas, segundo analistas, diminuiu na seca porque os frutos não se desenvolveram sem a umidade suficiente. Fonte: Mercado do Cacau
Veja abaixo os dados finais da produção brasileira de cacau no Temporão de 2016 e na Safra Internacional 2015/16


