Técnicos da Ceplac da Unidade de Biocontrole do CEPEC e do Centro de Extensão Rural realizaram Dias de Campo junto a dezenas de pequenos produtores da região com o objetivo de treiná-los no controle biológico com o uso do Tricovab, como parte das ações de manejo integrado para o controle da vassoura-de-bruxa do cacaueiro.
Os dias de Campo foram realizados na região do Ribeirão Seco, no município de Itabuna, nas comunidades da Associação de Produtores Agrícolas União e Trabalho-APAUT, no município de Ilhéus, e na região do Cerrado, em Buerarema, com um total de 88 agricultores participantes.
O objetivo dos Dias de Campo foi levar conhecimentos aos produtores sobre como funciona o controle biológico de forma integrada com os controles químico, genético e cultural, mostrar como se prepara e faz a aplicação do Tricovab, período recomendado, os cuidados no armazenamento do produto e seus benefícios econômicos e ambientais.
– A Ceplac recomenda a aplicação do Tricovab aqui para a região cacaueira da Bahia nos meses de maio, junho, julho e agosto, quando temos temperaturas mais baixas e umidade mais altas – afirma o pesquisador Antonio Zózimo Matos. E adianta: “mas tem que ser feita a remoção de todas as partes infectadas das plantas no mês de abril, jogando este material sobre o solo para depois fazer a aplicação, a partir de maio até agosto, de dois quilos de Tricovab por hectare para diminuir a incidência da doença e aí, claro, você vai aumentar a produção e conseqüentemente a sua produtividade.”
O grau de eficiência do Tricovab utilizado corretamente pode ser muito alto. Segundo o pesquisador da Ceplac Givaldo Niella “a aplicação na copa tem apenas 56% de eficiência, enquanto que no solo tem 99%, assim no solo vai ter um resultado bem melhor do que na copa.” Nos Dias de Campo a Ceplac também promoveu a distribuição gratuita de Tricovab a cada participante.
O chefe do Núcleo de Extensão da Ceplac em Itabuna, Edivaldo Pinheiro, considerou que o Dia de Campo como “mais uma grande oportunidade ao produtor de conhecer o controle biológico com esse fantástico produto, o Tricovab, que a Ceplac desenvolveu”. Pinheiro destacou que “todos os escritórios de extensão da Ceplac já estão aptos a orientar o produtor no uso do Tricovab para maior proteção da produção”.
O chefe do escritório da Ceplac em Itabuna, Reginaldo Barreto, ressaltou que “Dias de Campo como este, apresentados por Dr. Niella e Dr. Zózimo, fazem aumentar a confiança do produtor na Ceplac, nos seus pesquisadores e extensionistas. Os produtores percebem que a instituição está envolvida no programa de assistência técnica. A vassoura-de-bruxa é um problema – diz Barreto – mas hoje podemos dizer que está contornado. A nossa preocupação agora é aumentar a produção das áreas para termos uma resposta econômica que viabilize e consolide a cacauicultura na nossa região e ela volte a ser o que nós fomos em passado recente o mais rápido possível.”
A presidente da Associação de Produtores do Morumbi, Lindinalva Matias, da fazenda Prazeres dos Anjos, disse que “foi um dia muito importante de aprendizado esse Dia de Campo sobre Tricovab para todos os produtores da associação e que eles se sentem muito bem com o apoio e a assistência dos técnicos da Ceplac.”
Segundo o pesquisador Givaldo Niella, a Ceplac desenvolveu o Tricovab e fez o registro no Ministério da Agricultura em 2012, mas tem uma produção limitada e não tem a missão de ocupar este mercado. A Ceplac vai capacitar agentes da iniciativa privada para a produção do Tricovab, fazer uma licitação e fará o papel de certificar e acompanhar o controle de qualidade, fiscalizar esse produto e cumprir o papel dela que é desenvolver novos bioprodutos.
Niella também adiantou que essa prática dos Dias de Campo sobre o uso do Tricovab pode se generalizar em toda a região. “A Ceplac está preparada, a Unidade de Biocontrole do Cepec e a Extensão Rural estão capacitados e dispostos a atender à demanda dos produtores em qualquer escritório local” – finalizou.


