As chuvas atípicas da semana anterior, nas principais regiões produtoras de cacau na Costa do Marfim, aumentou a possibilidade da safra principal de cacau ser maior e com melhor qualidade, segundo agricultores, mas ainda há uma preocupação com a falta de luminosidade solar.
A seca no país com maior produção mundial do fruto, normalmente, estende-se de novembro a março e nesta temporada a chuva chegou antes do previsto, no entanto, os agricultores terão que lidar com o Harmattan, um vento seco e poeirento que normalmente passa de dezembro a março.
O Harmattan pode comprometer a floração e os pequenos frutos e drenar a umidade do solo, fazendo com que as amêndoas sejam pequenas.
Na região oeste de Soubre, onde se concentra a maior produção do cacau, analistas relatou 36 milímetros de chuvas da semana, cerca de 35 mm a mais em comparação ao período anterior.
Salam Kone, que cultiva nos arredores de Soubre, disse que havia uma grande quantidade de folhagem verde das chuvas. "Se tivermos um pouco de chuva e muito sol nas próximas duas semanas, as árvores e os frutos serão capazes de resistir bem a estação seca e o Harmattan para produzir muitas amêndoas", disse Kone.
Na região centro-oeste de Daloa, que produz um quarto da produção nacional da Costa do Marfim, os agricultores relataram pancadas de chuva durante a semana.
Albert N’Zue, um agricultor perto de Daloa, disse que aumentou o número de trabalhadores nas plantações para a colheita nas últimas semanas. "Estamos esperando algumas colheitas muito significativas até o final do ano", disse N’Zue.
Na região sul de Aboisso, os agricultores disseram que tinha chovido tanto que algumas áreas foram inundadas. "Estamos tendo problemas para secar bem os grãos e tememos que as lavouras sejam atingidas por doenças se esse tipo de chuva continuar", disse Etienne Yao, que cultiva nos arredores de Aboisso.
Boas condições de crescimento foram registradas nas regiões do sul Agboville e Tiassale, nas regiões ocidentais Duékoué e Gagnoa e nas regiões costeiras de San Pedro e Sassandra. Edição: Mercado do Cacau


