De acordo com o analista de mercado, Thomas Hartmann, a renovada alta do dólar com a consequente queda da maioria das commodities e o ambiente de apreensão criado pelo atentado terrorista na Bélgica juntaram-se às notícias fundamentais baixistas vindas da África Ocidental para reverter a tendência de alta dos mercados de cacau iniciada a partir de fevereiro e eliminar todos os ganhos das duas semanas anteriores.
“A queda enfraqueceu o cenário técnico, principalmente em Nova Iorque, mas ainda não lhe imprimiu uma característica nitidamente baixista e foi estancada no início desta semana, embora o mercado ainda mostre sinais de instabilidade. Diante do suposto quadro geral de retração da demanda, causa estranheza o aumento do preço da manteiga de cacau, que subiu 14,6% para o produto de origem africana no mercado para pronta entrega em Nova Iorque nas cinco semanas entre 12/02 e 18/03, ao tempo em que a cotação do cacau em grão avançou apenas 8,5% e o preço do pó de cacau recuou 1,6%”, diz o analista.
Ainda segundo o comentário, os analistas divergem na interpretação do fenômeno. Alguns acham que a alta é consequência de um surto passageiro de reposição de estoques que vários fabricantes de chocolate deixaram cair para níveis muito baixos e que será de curta duração. Já outros analistas veem sinais de um aumento real da demanda e vaticinam que as moagens mundiais do 1º trimestre mostrarão melhoras.