Por: Claudemir Zafalon
O movimento de alta do cacau foi interrompido na sessão de ontem, após o mercado registrar um topo triplo e uma reversão técnica de tendência (padrão outside day), sinalizando possível mudança no curto prazo. A correção ocorre em meio ao aumento das expectativas de uma safra recorde na África Ocidental, principal região produtora mundial.
De acordo com informações de campo, os cacaueiros da Costa do Marfim e de Gana apresentam bom desenvolvimento vegetativo, beneficiados por um período recente de clima seco, condição que favorece a secagem das vagens colhidas e indica bom ritmo de colheita.
A fabricante de chocolates Mondelez International reforçou esse cenário otimista, ao afirmar que a contagem mais recente de frutos na região está 7% acima da média dos últimos cinco anos e “substancialmente maior” que a safra passada — um dado que reduz as preocupações sobre o fornecimento global e pressiona os preços.
Nos negócios da Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato de março oscilou entre a mínima de US$ 6.390 e a máxima de US$ 6.713, encerrando o pregão a US$ 6.469 por tonelada, com queda de US$ 212. O volume total negociado foi de 31.278 contratos, e o interesse em aberto totalizou 121.377 posições, recuando 1.495.
O contrato de dezembro, que entra em liquidação física em 21 de novembro, apresentou redução de 2.494 contratos, para 36.476 posições abertas, indicando diminuição na exposição dos participantes à proximidade do vencimento.
No câmbio, o contrato futuro de real/dólar para dezembro operava estável na manhã desta quinta-feira, cotado a R$ 5,385, mantendo-se sem grandes variações e contribuindo para um cenário neutro no impacto cambial sobre os preços internos do cacau.
Fonte: mercadodocacau


