Cacau se mantém volátil enquanto setor aguarda início de safra no Oeste Africano
Entre os dias 29 de agosto e 5 de setembro, os contratos futuros de cacau apresentaram trajetória de baixa nos mercados internacionais. Em Nova Iorque, o contrato de maior liquidez, com vencimento em dezembro de 2025, registrou queda de 3,1%, sendo cotado a 7.471 USD/tonelada. Em Londres, o contrato com o mesmo vencimento recuou 3%, negociado em torno de 5.144 GBP/tonelada.
Durante o período, os preços futuros refletiram o compasso de espera dos agentes diante da proximidade do início da próxima safra nos países do Oeste Africano, previsto para se intensificar a partir de outubro. As perspectivas para a oferta da região permanecem incertas, com relatos divergentes que contribuem para a volatilidade recente da commodity.
Na última semana, por um lado, declarações da Mondelez indicaram expectativa de forte recuperação da oferta africana no próximo ciclo, o que favoreceu o movimento de baixa nas cotações. Por outro, fatores como os baixos níveis das entregas de cacau aos portos da Costa do Marfim e a notícia de suspensão temporária do processamento local pela Cargill, em razão da escassez de amêndoas, atuaram como elementos de sustentação dos preços, limitando o recuo.
No mesmo intervalo, o índice de commodities CRB apresentou retração de 1,4%, enquanto o Dollar Index (DXY) encerrou o período praticamente estável. A desvalorização generalizada da classe de commodities pode ter contribuído parcialmente para o viés baixista observado nos preços do cacau ao longo da semana.

