REFLEXÕES

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Como óbvio ululante constata-se que a morte é a única coisa certa da vida, no entanto, enquanto esta não chega se torna necessário dar utilidade a mesma, lembrando-se, sempre, que a depender das nossas atitudes e das nossas escolhas, a vida se torna longa para umas coisas, e curta para outras, especialmente, quando das nossas escolhas resultam erros, aí a vida se torna muito, muito, muito longa.

Más, pior que isso, é a omissão, é a covardia em não enfrentar a luta, pois, como colhemos o que plantamos, certamente para os covardes e omissos, os frutos sempre serão amargos, e se estamos colhendo resultados amargos com a produção dos nossos frutos doces, certamente é porque temos muitas omissões.

E não menos grave, é a dissimulação, a empulhação, a enganação, muito presente naqueles que tiram proveito dos necessitados e das suas necessidades, em benefício próprio, muito conhecida na nossa região através das muitas promessas de várias naturezas, especialmente, àquelas praticadas por políticos em época de eleição para se elegerem, e uma vez eleitos, não assumem suas promessas e os necessitados continuarão necessitados até a próxima eleição, ou, de quando em vez, para não perderem a prática, aparecem como salvadores da pátria do nada, como ocorreu recentemente no caso do terror do “drawback”, e aí ficou em que?

A oferta estabilizada, o preço do cacau subiu, ninguém fala mais nada, mesmo porque não tem o que se falar, más serviu de palco com holofotes para deputados, senadora, e outros gatos pingados, quando, na realidade, os verdadeiros problemas são propositadamente silenciados através de providenciais esquecimentos infelizmente acompanhados da cumplicidade dos necessitados, e aí pergunto: vale a pena viver assim?

Qual o conteúdo da vida de alguém que só faz esperar, espera do governo, dos políticos, das entidades de representação, espera-se de tudo e, por tudo, menos de si mesmos, parece que não se enxergam, parece que não se vêem, porque a primeira reação a um problema é a insatisfação, e por estas bandas não se tem notícia disso e, se esta não existe, não se tem progresso: “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.” (Oscar Wilde), não tem trégua, o insatisfeito não se importa com obstáculo, é determinado, possesso, e quer o resultado, é, enfim, um vencedor, independente do alcance ou da amplitude do êxito do que se busca.

Ao contrário da vida, que nos assegura um fim, a sensação que se tem com os problemas da cacauicultura é que são eternos, perpétuos, vieram prá ficar, olha-se para frente, e não se consegue enxergar o cacauicultor sem o problema da vassoura-de-bruxa; sem o problema do débito e, por conseqüência, do crédito; sem o problema das importações; sem o problema dos riscos de novas pragas e doenças, o que dá a impressão que para o cacauicultor o mundo parou há muitos e muitos anos, o que, diante da imensa e extraordinária riqueza da qual são detentores e proprietários, é inadmissível.

“Se quisermos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova.”
Mahatma Gandhi

O texto expressa exclusivamente a opinião do colunista e é de responsabilidade do autor

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