UMA LIDERANÇA PARA O CACAU

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Por: Paulo Lima – Jornalista

O Sul da Bahia está agora diante de mais uma boa oportunidade para empreender reação à crise que nos vem atrapalhando há mais de 20 anos. O cargo de superintendente da Ceplac em nosso Estado está à espera de uma indicação a ser feita pelo Partido Progressista, o PP, do presidente e vice-governador da Bahia João Leão. Nos meios políticos sabe-se que coube ao deputado federal Roberto Brito-PP conduzir o processo para preenchimento do cargo.

Não é segredo para ninguém que o irrequieto ex-superintendente Juvenal Maynart, sem dúvida um homem de visão larga, deu maior envergadura ao cargo. A interface da Ceplac hoje com a Universidade Federal do Sul da Bahia e o projeto do parque tecnológico, por exemplo, é um algo que está gerando adesão do Estado brasileiro em seus vários níveis. Maynart, como indicação do PMDB, colocou o discurso do cacau e da mata atlântica de forma positiva na Rio + 20, portanto aos olhos do mundo, e alçou sobretudo o discurso da conservação produtiva – a produção de cacau sob a mata atlântica – a nível de política pública do Estado da Bahia, num trabalho magistral com apoio de setores políticos, do corpo técnico da Ceplac e a intervenção decisiva do secretário Eugênio Spengler, do Meio Ambiente.

Para termos uma idéia clara, o manejo da Cabruca significa a conservação da mata atlântica, mas com o manejo técnico para aumentar a produção de cacau. O produtor pode receber recursos por conservar os ativos ambientais, fauna, flora, água, sombra etc., obter créditos do carbono, pode elevar a produção de cacau e as madeiras retiradas para maior luminosidade das roças de cacau poderão ser comercializadas.

Um dos primeiros efeitos desse chamado Decreto da Cabruca foi a elevação do preço da terra e a abertura de maior crédito ao cacauicultor junto à rede bancária. Aliados à tecnologia de produção hoje disponível – tem produtor que já quebrou a barreira das 200 arrobas de cacau por hectare! – e um bom preço para o produto, há boas perspectivas para a cacauicultura da Bahia se reorganizar.

A hora é esta. Vamos trabalhar para que possamos fazer deste cargo na Bahia o que o Pará fez ao colocar o homem certo para conduzir o desenvolvimento da cacauicultura por lá. Um dos primeiros atos do superintendente da Ceplac no Pará, por exemplo, foi passar na Assembléia Legislativa do Estado um projeto de fundo de desenvolvimento para o setor, o que deu base para um trabalho extraordinário, que inclusive poderá conduzir o Pará a maior produtor de cacau do Brasil, isso em pouco tempo!

Está nas mãos do PP liderar este processo de desenvolvimento do cacau na Bahia. A propósito, o ex-secretário de Agricultura Eduardo Salles, de larga experiência, hoje é deputado do próprio Partido Progressista. Está na hora do PP dar esta grande contribuição à Bahia. Sentar com lideranças capazes e responsáveis, aí incluindo Câmara Setorial do Cacau, Faeb, IPC, UFSB, UESC, Sindicatos, traçar um perfil e indicar um nome capaz de conduzir este processo vital para a economia e o futuro do Sul da Bahia.

O texto expressa exclusivamente a opinião do colunista e é de responsabilidade do autor

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