Moeda avançou 0,69%, a R$ 3,7967 para venda na véspera.
O dólar alternava entre leves altas e baixas nesta quinta-feira (5), girando em torno de R$ 3,80, com a atuação do Banco Central parcialmente ofuscando a perspectiva de que um possível aumento de juros nos Estados Unidos neste ano reduza a atratividade de investimentos no Brasil.
Às 12h*, a moeda norte-americana caía 0,32%, cotado a R$ 3,7845 para venda. Na máxima do dia, foi a R$ 3,8183.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, subia 0,16%, a R$ 3,8031.
Às 9h50, caía 0,2%, a R$ 3,7888.
Às 10h30, subia 0,07%, a R$ 3,7997.
Às 11h10, caía 0,01%, a R$ 3,7960.
Na véspera, o dólar avançou 0,69%, a R$ 3,7967 para venda, reagindo a dados fortes sobre os Estados Unidos e declarações da chair do Federal Reserve, Janet Yellen. Na semana, o dólar acumula baixa de 1,71%. No ano, há valorização de 42,8%.
Ação do BC
"Parece que o Banco Central está deixando um recado para o mercado com estes novos leilões de linha, de que não se sente confortável com um dólar acima dos R$ 3,80", disse o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.
Após o fechamento dos negócios na quinta-feira, o BC anunciou para esta tarde leilão de venda de até 500 milhões de dólares com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a operação não tem como fim rolar contratos já existentes.
É a segunda vez que o BC promove uma intervenção desse tipo nesta semana, mesmo após um mês de alguma tranquilidade no câmbio.
O BC também dará continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.
A intervenção do BC ofuscava parcialmente a perspectiva de que um aumento de juros nos EUA atraia para a maior economia do mundo recursos aplicados em outros países.
Nesta manhã, o próprio BC reconheceu essa possibilidade, com o diretor de Política Econômica, Altamir Lopes, afirmando que há indícios de que o início do processo de normalização da política econômica nos EUA pode ser em dezembro.
Regularização de capitais
No Brasil, investidores também repercutiam negativamente o adiamento da votação na Câmara dos Deputados do projeto que permite a regularização de capitais brasileiros no exterior, que, se aprovado, pode trazer entradas significativas de recursos ao país.
"É um resumo da situação brasileira: mesmo quando o governo propõe algo positivo, a aprovação se arrasta", disse o operador de uma corretora nacional.
Mesmo com o alívio recente, economistas consultados pela Reuters ainda esperam que o dólar volte acima de R$ 4 nos próximos meses. A moeda atingiria R$ 4,03 em janeiro e R$ 4,12 daqui a um ano, segundo a mediana das projeções de 24 instituições na pesquisa. Fonte: G1
*Comentários referente ao Horário de Brasília


