Gana aposta em replantio e tecnologia com apoio de US$ 75 milhões para recuperar produção de cacau

O setor cacaueiro de Gana dá um novo passo em direção à recuperação da produtividade com o anúncio de um robusto programa de investimentos voltado à reabilitação das lavouras. O escritório do Banco Mundial no país confirmou o comprometimento de aproximadamente US$ 75 milhões para financiar o Projeto de Reabilitação do Cacau, uma iniciativa estratégica que busca revitalizar áreas afetadas por doenças e envelhecimento das plantações.

O programa tem como meta restaurar cerca de 25 mil hectares de lavouras, substituindo árvores improdutivas por variedades melhoradas, com maior rendimento e resistência a doenças. A ação também inclui a difusão de práticas agrícolas mais eficientes, com o objetivo de elevar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da produção no longo prazo.

Segundo Ashwini Sebastian, economista agrícola do Banco Mundial em Gana, o projeto integra um esforço mais amplo dentro do Programa de Resiliência dos Sistemas Alimentares da África Ocidental. A iniciativa, implementada em parceria com o governo ganês e apoiada por recursos internacionais, incluindo financiamento inicial da Noruega, busca fortalecer cadeias produtivas estratégicas e aumentar a resiliência do setor agrícola frente a choques climáticos e estruturais.

Dentro desse contexto, o cacau ocupa papel central. Considerado uma intervenção emblemática do programa, o projeto prevê resultados já no curto prazo, com a recuperação inicial de cerca de 5 mil hectares até julho. A estratégia combina replantio com inovação tecnológica e assistência técnica, elementos considerados essenciais para reverter a trajetória de queda na produtividade observada nos últimos anos.

Além da reabilitação das lavouras de cacau, o programa também contempla ações complementares, como o fortalecimento do sistema de sementes, testes de variedades mais adaptadas à estação seca, especialmente nas regiões do norte do país, e a distribuição de mudas de caju, visando diversificar a renda dos produtores e reduzir a dependência exclusiva do cacau.

Fonte: mercadodocacau

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