O Instituto Arapyaú participa da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2025 (COP30) com foco especial na cacauicultura sustentável, setor em que atua há 15 anos no sul da Bahia e, mais recentemente, na Amazônia. O instituto foi um dos participantes do painel sobre produção de cacau de baixo carbono que aconteceu no sábado(15), às 15h30, na AgriZone, espaço coordenado pela Embrapa voltado ao agronegócio e à inovação em sistemas agroalimentares.
A experiência do Arapyaú no fortalecimento da cadeia do cacau — que combina conservação ambiental, agricultura familiar e valorização da cultura local — será apresentada como exemplo concreto de bioeconomia tropical capaz de aliar regeneração de ecossistemas e geração de renda. “Transformar a forma como produzimos, distribuímos e consumimos alimentos é uma das rotas mais efetivas para reduzir emissões e garantir comida no prato. O Brasil tem soluções concretas para isso, da agricultura familiar à agroecologia, e a COP é o espaço para mostrar que a ampliação dessas práticas é possível”, afirma Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú.
Além da agenda dedicada ao cacau, o Arapyaú estará presente em outras frentes estratégicas durante a conferência, com o propósito de dar visibilidade às soluções climáticas brasileiras e estimular cooperação internacional em torno de três eixos: bioeconomia, sistemas agroalimentares e restauração florestal.
O instituto será um dos protagonistas da Cas’Amazônia, espaço cultural no centro de Belém que reunirá debates e experiências integradas para clima, natureza e desenvolvimento. A programação é organizada em parceria com o Instituto Itaúsa e a rede Uma Concertação pela Amazônia, e contará com lideranças como os cientistas Thelma Krug, Paulo Artaxo e Carlos Nobre, além de empresários como Guilherme Leal, Denis Minev e Paul Polman.
Na Zona Azul (Blue Zone), o Arapyaú integra uma coalizão que apresentará um estudo inédito sobre florestas e silvicultura, encomendado pela presidência da COP30, ressaltando o papel do Brasil como potência florestal e líder natural em soluções baseadas na natureza.
O instituto também é co-realizador do primeiro Pavilhão de Ciências Planetárias de uma COP, liderado por Carlos Nobre e Johan Rockström, e responsável pela edição brasileira do livro Becoming Nature Positive, de Marco Lambertini, que será lançado durante o evento.
Como legado para Belém, o Arapyaú contribuiu tecnicamente para o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, inaugurado às vésperas da conferência, e integra a iniciativa Na Mesa da COP30, que garante que pelo menos 30% da alimentação do evento seja proveniente da agricultura familiar, povos indígenas e comunidades tradicionais.


