Mercado de cacau entra em consolidação após nova rejeição na faixa de US$ 3.500

Por: Claudemir Zafalon

O mercado internacional de cacau voltou a registrar movimento de queda após mais uma tentativa frustrada de rompimento da região de resistência próxima a US$ 3.500 por tonelada. A incapacidade de superar esse patamar nas últimas sessões acabou acionando ordens automáticas de venda, pressionando as cotações e mantendo o mercado em um cenário de consolidação técnica.

No pregão mais recente da bolsa de Nova York, o contrato maio encerrou cotado a US$ 3.315 por tonelada, registrando queda de US$ 114 no dia. Durante a sessão, os preços oscilaram entre a mínima de US$ 3.237 e a máxima de US$ 3.434, refletindo a volatilidade típica de um mercado que ainda busca definir sua direção de curto prazo.

A movimentação contou com 16.358 negócios realizados, somando um volume total de 39.901 contratos negociados. O interesse em aberto, indicador que mede o número de posições ativas no mercado, apresentou aumento de 1.076 contratos, atingindo 190.649 contratos, sinalizando que novos participantes continuam entrando no mercado mesmo em meio ao período de ajuste das cotações.

Outro fator monitorado pelos investidores são os estoques certificados da Intercontinental Exchange (ICE) nos portos dos Estados Unidos. Os dados mais recentes apontam aumento de 22.577 sacas, elevando o volume total para 2.251.404 sacas, reforçando a percepção de maior disponibilidade física no curto prazo.

Do ponto de vista técnico, o RSI (Índice de Força Relativa) do cacau está próximo de 45%, indicando um mercado relativamente equilibrado, sem sinais claros de sobrecompra ou sobrevenda.

No mercado físico de entrega da bolsa, não houve novas entregas registradas no último pregão, mantendo o total acumulado em 793 contratos.

Para os analistas técnicos, o mercado segue operando dentro de uma faixa bem definida. As principais resistências permanecem nas regiões de US$ 3.500 e US$ 3.800, enquanto os suportes mais relevantes estão situados entre US$ 3.100 e US$ 2.800 por tonelada. O comportamento dos preços nessas zonas será determinante para definir os próximos movimentos do mercado.

No cenário macroeconômico, o câmbio também segue sendo observado pelos agentes do setor. O contrato futuro de dólar com vencimento em 31 de março de 2026 está cotado em R$ 5,28, variável que influencia diretamente a formação de preços do cacau nos países produtores e exportadores.

Com o mercado ainda pressionado por expectativas de oferta mais confortável e demanda global moderada, o cacau permanece em um período de ajuste técnico, enquanto investidores aguardam novos sinais fundamentais capazes de definir a tendência das próximas semanas.

Fonte: mercadodocacau

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