Modernização aumenta produção de cacau no ES em 6%

Estado registra cerca de 12,9 mil toneladas em 2025, com avanço tecnológico, maior produtividade e expansão da cultura para novos municípios

A produção de cacau no Espírito Santo alcançou, em 2025, o melhor resultado dos últimos 11 anos. Dados divulgados pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), nesta semana, apontam crescimento de 6%, totalizando cerca de 12,9 mil toneladas de amêndoas.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, afirma que entre os fatores responsáveis pelo avanço está a modernização dos sistemas de produção, com adoção de clones geneticamente superiores. “Essas variedades são tolerantes e resistentes à pragas e doenças, além de serem mais produtivas. Portanto produzem mais por hectare e área plantada”, afirmou.

Segundo o secretário, também houve renovação de lavouras, ampliação de áreas plantadas e aumento do uso de irrigação, o que contribui para ganhos de produtividade.

O levantamento do Incaper indica crescimento de 1,93% na área colhida e de 4,01% na produtividade média, reforçando o avanço da cultura no Estado, que ocupa a terceira posição no ranking nacional.

Bergoli destaca que o setor superou dificuldades no passado e passou por um processo de reestruturação com base em tecnologias mais eficientes. Além disso, a produção, antes concentrada em Linhares, hoje está presente em 49 municípios capixabas.

O secretário também aponta o fortalecimento da cadeia produtiva, com aumento do número de pequenas indústrias de chocolate. Atualmente, mais de 40 empreendimentos atuam no Estado, o gera impacto direto na economia capixaba.

“Nós temos pequenas indústrias de chocolates com marcas se consolidando no mercado regional. Isso sugere a geração de emprego e renda, então é muito importante termos essa indústria agregando valor”, ressalta.

A agregação de valor é fundamental para enfrentar momentos de crise, destaca Enio Bergoli. Segundo ele, após um período de preços elevados até o ano passado, o setor já enfrenta queda nas cotações, mas essa agregação de valor ajuda a manter o dinamismo da atividade no Espírito Santo.

Fonte: esbrasil

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