Na analise divulgada pela TH Consultoria, na última terça-feira (02/02), o analista de mercado, Thomas Hartmann, avaliou o comportamento do mercado de cacau no primeiro mês do ano e pontou que: “o mês de janeiro foi um dos mais movimentados e também mais turbulentos na história dos mercados de cacau. Com um total 938.394 contratos, a Bolsa de Nova Iorque estabeleceu um novo recorde histórico do volume negociado e o da Bolsa de Londres, com 785.055 contratos, ficou pouco atrás”.
Ainda segundo a análise divulgada, a queda dos preços no período, de $450 e £253 respectivamente, também figura entre as mais violentas já registradas. “O aspecto mais notável é que a queda não foi provocada por algum evento de maior impacto no cenário fundamental. Seu “gatilho” foi uma mudança de sentimento de vários grandes fundos especulativos, que resolveram liquidar suas posições compradas de maneira agressiva, aparentemente motivados por uma tendência global de fuga dos investidores de ativos de risco”, informa.
O analista completa informando: “contribuíram, é claro, elementos fundamentais baixistas como a fraqueza de demanda no mercado global de cacau e o abrandamento dos receios de uma queda maior da produção mundial, mas, pela lógica, estes não seriam motivo para uma derrubada dos preços dessa ordem de grandeza, como tampouco havia fatores fundamentais para justificar a elevação os preços até os píncaros do final do ano passado”.
Para o futuro, o analista acredita que a situação tende a se perpetuar: “Evidencia-se, portanto, que a sorte dos mercados de cacau segue dependendo muito menos da conjuntura fundamental do que do comportamento dos fundos especulativos, cujas motivações muitas vezes são inescrutáveis. Se janeiro foi violento, que dizer dos dois primeiros dias de fevereiro, nos quais os preços, primeiro, subiram mais de US$100 para, no segundo, sofrer uma queda do mesmo tamanho. Tudo indica que esta extrema volatilidade ainda persistirá no próximo futuro”. Fonte: Mercado do Cacau


