Bahia deve colher 1,12 milhão de toneladas de algodão

Segundo estimativa de Safra 2014/2015 de Algodão realizada pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), através do seu Programa Fitossanitário, o estado da Bahia deve colher cerca de 1,12 milhão de toneladas em caroço de algodão na safra 2014/2015. Com o plantio finalizado em fevereiro, a área para cultivo do algodão ficou em torno de 277.246 hectares, 13,53% menos que a safra anterior que cultivou 320.519 hectares.

 

Representando 96% da produção no estado, a região oeste possui uma área de 266.640hectares. Enquanto a região sudoeste, 10.606 hectares. ”Acreditamos que a diminuição da área plantada no último momento, deveu-se a pouca pluviosidade e a baixa previsão de chuvas no final de 2014 e início de 2015, além do aumento dos custos com controle de pragas e insumos. No entanto, a cultura do algodão está com bom desenvolvimento vegetativo”, disse o presidente da Abapa, Celestino Zanella.

 

Durante o plantio, a falta de chuva foi uma das maiores preocupações dos produtores. “Os efeitos da estiagem ainda não foram avaliados, mas a perspectiva é de que a região alcance uma produtividade acima de 270 arrobas/hectares”, disse o coordenador do Programa Fitossanitário da Abapa, Antonio Carlos dos Santos.

 

Pragas e doenças

De acordo com relatórios do Programa Fitossanitário da Abapa, o bicudo do algodoeiro (Anthonomus grandis) – praga já verificada em lavouras de algumas propriedades na região-, é um fator preocupante. “O bicudo do algodoeiro é considerado a principal praga do algodão, além disso, atualmente é fácil encontrar, na fase larval e adulto, em tigueras e/ou plantas remanescente de algodão em áreas rotacionadas de soja/algodão e milho/algodão, e lavouras de algodão de algumas propriedades, também nas margens das rodovias e estradas vicinais”, disse o coordenador do Programa, Antonio Carlos dos Santos.

 

De acordo com o coordenador, outra praga observada no campo com danos em variedades convencionais de algodão é a lagarta Helicoverpa spp. Foi verificado em índices de infestação variando entre 1 e 6% em média, chegando a 15% em uma das propriedades. Contudo, já há registro de aplicações específicas ao controle da praga em variedades convencionais.

 

O Pulgão do algodoeiro (Aphis gossypii) mantém-se em níveis altos na maioria das propriedades acompanhadas. A Mosca-Branca (Bemisia Tabaci) também observada, está em níveis de infestação mais alto em relação às visitas anteriores, registrando infestações de até 100%.

 

Mercado

Segundo informação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a liquidez segue firme neste mês, no mercado de algodão em pluma, e os preços se elevaram nos últimos dias. “Após atendidas as necessidades, indústrias se retraíram e cotonicultores voltaram a ser firmes quanto aos preços pedidos, especialmente para os lotes de qualidade superior”, informa a instituição, em “alerta de mercado”.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, parte da pluma disponível veio de produtores, especialmente da Bahia, com necessidade de comprovar vendas vinculadas aos leilões do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro).

 

Diante da situação, o preço da pluma teve leve alta nos últimos dias, de acordo com o indicador do Cepea. Entre 4 e 11 de fevereiro, a alta foi de 0,7%, fechando nessa quarta-feira (11/2) em R$ 1,6868 por libra-peso. Além disso, a valorização do dólar frente ao real e a alta na paridade de exportação também motivaram a realização de novos contratos de exportação ao longo da última semana, informa o Cepea. Fonte: Abapa

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