As ações da Barry Callebaut, gigante suíça do chocolate, caíram quase 5% nesta quinta-feira depois que o Deutsche Bank, um dos maiores bancos do mundo e a principal instituição financeira da Alemanha, rebaixou sua recomendação de “comprar” para “manter”. O banco destacou que a demanda lenta por chocolate pode limitar a recuperação dos papéis, mesmo após a recente queda dos preços do cacau.
Até o fechamento de quarta-feira, os papéis da companhia haviam se valorizado cerca de 35% desde a forte liquidação de julho, provocada pelo terceiro corte de orientação de volume neste ano. Esse movimento refletia uma expectativa de reabastecimento dos estoques de clientes e de melhora gradual no consumo, fatores que agora, segundo o Deutsche Bank, já estão precificados.
Apesar de recentes recuos nas cotações internacionais do cacau, o banco avalia que a matéria-prima permanece cara em perspectiva histórica. Essa condição pode continuar estimulando substituição de ingredientes ou um crescimento mais lento do uso de cacau, restringindo o potencial de alta da Barry Callebaut.
“Com o estoque já negociando com um pequeno prêmio em relação ao setor de bens de consumo, esperamos que o cacau tenha que cair consideravelmente mais para que a demanda subjacente justifique uma reclassificação de volta aos máximos históricos de prêmios”, afirmou a instituição.
Para o Deutsche Bank, o momento de recuperação estrutural do consumo de chocolate e o potencial de reabastecimento dos clientes “já estão refletidos” nos preços atuais da ação. Assim, a recomendação é de cautela para investidores que buscam novas altas no curto prazo, enquanto os custos da commodity e a demanda global seguem como principais variáveis a monitorar.
Fonte: mercadodocacau com informações reuters


