Ao longo da safra internacional de cacau 2014/15, a indústria processadora de cacau no Brasil registrou o pior desempenho desde a safra 2008/09. Segundo dados da TH Consultoria, foram moídas 223,559 mil toneladas de cacau em amêndoas.
O volume representa uma redução de 6,68% diante do total processado no ciclo anterior.
No terceiro trimestre deste anos, o processamento chegou a esboçar uma recuperação, mas foi incapaz de reverter a tendência desde o início do ciclo. Em relação ao terceiro trimestre do ano anterior, o processamento cresceu 1,12%, para 57,620 mil toneladas. Mas, houve um crescimento de 9,04% em comparação ao segundo trimestre do ano.
Ainda com base na TH Consultoria houve uma queda expressiva nas importações de cacau e derivados (envolvendo líquor, manteiga, torta e pó de cacau), que somaram 43,053 mil toneladas, uma redução de 35% diante das importações da safra 2013/14. O cacau em grão representa um quarto das importações do setor.
A diminuição das compras de matérias-primas no mercado internacional e do uso da amêndoa nas fábricas instaladas no país não significou, porém que a demanda interna pelo produto final, o chocolate, está negativa. Pelo contrário, as importações de "chocolates e afins", na categoria estabelecida pela TH, aumentaram 14% na safra global 2014/15, chegando a 26,298 mil toneladas.
Houve um aumento nas exportações de cacau e derivados (com destaque para manteiga e pó de cacau) entre a safra anterior e a 2014/15 na ordem de 17%, para 70,195 mil toneladas. Em receita, os embarques renderam US$ 256,131 milhões, elevação de 24%.
Por outro lado, as exportações de chocolate recuaram 16% em volume, para 24,458 mil toneladas, e 15% em faturamento, para US$ 95,048 milhões.


