Cacau preso entre US$ 7.500 e US$ 8.000 enquanto Fed vira alvo da pressão política

Por: Claudemir Zafalon
O governador do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, figura apontada como possível escolha do presidente Donald Trump para assumir a presidência do banco central norte-americano, deve discursar ainda hoje. Waller tem se posicionado como defensor de cortes imediatos nas taxas de juros, e sua fala é aguardada com expectativa pelo mercado, já que reforça a crescente pressão política sobre o Fed em meio ao cenário eleitoral e à desaceleração da economia dos EUA.

Enquanto isso, o contrato de dezembro do cacau na ICE continua em trajetória lateralizada. Nas últimas seis sessões, os preços se consolidaram no intervalo entre US$ 7.500 e US$ 8.000 por tonelada, sem gatilhos externos de maior impacto.

Na sessão de ontem, o mercado oscilou entre a mínima de US$ 7.619 e a máxima de US$ 7.900, encerrando o pregão em US$ 7.847 por tonelada, com alta de US$ 234. O volume negociado somou 15.439 contratos, dos quais 8.148 no contrato mais líquido, e o interesse em aberto permaneceu estável em 89.583 contratos.

Os estoques certificados monitorados pela ICE nos portos dos EUA registraram nova queda de 6.687 sacas, totalizando agora 2.177.187 sacas. O movimento reforça a percepção de aperto na oferta física, ainda que de forma gradual.

Quanto às entregas físicas, não houve registros na sessão anterior, permanecendo o acumulado em 489 contratos.

No mercado cambial, o contrato futuro de Real x Dólar (setembro) segue estável, cotado em R$ 5,425, refletindo um compasso de espera diante de dados econômicos relevantes que serão divulgados hoje nos Estados Unidos:

  • Novos pedidos de auxílio-desemprego

  • PIB revisado do 2º trimestre

  • Vendas de casas pendentes

Esses indicadores devem calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária do Fed e, consequentemente, sobre a dinâmica do dólar frente às moedas emergentes.

Fonte: mercadodocacau

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