O Chocolat Xingu 2026 encerrou sua programação em Altamira consolidando-se como um dos principais eventos da cadeia do cacau e do chocolate no Brasil. Ao longo de quatro dias, mais de 100 mil visitantes passaram pelo festival, que gerou cerca de R$ 25 milhões em negócios, reunindo produtores, chocolatiers, empreendedores e consumidores de diversas regiões do Pará e do país.
Além dos resultados econômicos, o evento reforçou o protagonismo do Pará na produção de cacau e na fabricação de chocolates de origem amazônica. Um dos momentos mais aguardados foi a divulgação dos vencedores do Concurso de Melhor Chocolate e Produtos Derivados de Cacau e Chocolate.
Na categoria Chocolate Intenso, a vencedora foi a Aorô Chocolate, de Marabá, com seu chocolate 70% cacau. Já a Cacau Yeshua foi o grande destaque da premiação, conquistando três primeiros lugares nas categorias Chocolate ao Leite, Chocolate Inovação e Produto Derivado de Cacau e Chocolate.
O festival também evidenciou a crescente participação feminina na cacauicultura paraense. Produtoras como Elizabeth Menezes, de Barcarena, e Rosiane Farias, de Medicilândia, apresentaram chocolates e derivados desenvolvidos a partir da própria produção, demonstrando o avanço do empreendedorismo feminino no setor.
Na área gastronômica, a Cozinha Show reuniu chefs renomados que exploraram o uso do cacau em receitas doces e salgadas, enquanto a Cozinha Kids aproximou crianças do universo do chocolate por meio de oficinas práticas e educativas.
Entre as atrações mais visitadas estiveram a mini fábrica de chocolate, a experiência sensorial inspirada nos sistemas agroflorestais amazônicos e a escultura produzida pelo chef Léo Vilela, que utilizou mais de 100 quilos de chocolate para criar uma obra inspirada na Copa do Mundo.
Com forte presença de produtores, marcas regionais e representantes da gastronomia amazônica, o Chocolat Xingu reafirmou seu papel como vitrine da cacauicultura paraense, fortalecendo negócios, incentivando a inovação e ampliando a visibilidade dos chocolates produzidos na Amazônia.
Fonte: mercadodocacau


