Pressionadas pelos indicativos de oferta robusta de cacau na Costa do Marfim, as cotações da commodity recuaram na bolsa de Nova York nesta terça-feira.
Os contratos futuros da amêndoa com vencimento em dezembro fecharam negociadas a US$ 2.448 a tonelada, com retração de 1,61% (US$ 40).
Nesta terça-feira, o governo da Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, informou que os agricultores enviaram 9,8 mil toneladas para os portos entre 3 e 9 de agosto, um aumento de 35% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Além disso, 2,24 milhões de toneladas foram enviadas aos portos entre 1º de outubro e 9 de agosto, incremento de 5,2% em relação a igual intervalo de 2019.
No mês passado, o cacau subiu 17% com as notícias de retomada da demanda em importantes mercados, após a brusca freada de consumo de chocolate no começo do ano.
No mercado de café, os preços também caíram nesta terça-feira. Os lotes futuros de arábica com vencimento em setembro recuaram 1,11% (125 pontos) e terminaram o pregão a US$ 1,1135 por libra-peso. Nos últimos sete dias, as cotações acumularam desvalorização de 8,01%.
Assim como ocorreu na segunda-feira, os preços do café sofreram pressão da perspectiva de clima benéfico nas regiões produtoras brasileiras, que devem permitir uma aceleração no ritmo de colheita.
Apesar disso, é importante lembrar que o café subiu 14% no mês passado, voltando a patamares do começo do ano, apoiado na queda do dólar ante o real.
No caso do açúcar, os preços fecharam no campo positivo nesta terça-feira, sustentados pela valorização do petróleo e também pelo câmbio. Fonte: Valor


