Como o cacau está ajudando a salvar a cidade que mais polui no Brasil

Raimundo Freires dos Santos sempre viveu da terra. No pedaço de chão que comprou ao lado do pai, hoje, cultiva cacau. Só que nem sempre foi assim. Antes, sem muitas opções, sua família vivia da criação de alguns animais, apesar disso, a vontade do pai de Raimundo era de se tornar agricultor. Depois de viver no interior de Mato Grosso e em Conceição do Araguaia, no Pará, a família se estabeleceu em São Félix do Xingu, no mesmo estado

No começo, Raimundo e sua família plantavam e vendiam mandioca, arroz, feijão, milho, tudo para o comércio local. Mas o desejo do menino que desde os 17 anos passou a ajudar o pai na roça era de fazer com que a agricultura familiar crescesse. Ao entrar na Cooperativa Alternativa Mista dos Pequenos Produtores do Alto Xingu (Camppax), em 1992, Raimundo percebeu que o pouco incentivo financeiro que tinham era para plantar e fazer crescer na região o cacaueiro de onde é extraída a matéria-prima para o chocolate. No entanto, a vida de plantar cacau não era nada doce. As sementes eram buscadas bem longe de São Félix do Xingu e o incentivo financeiro era baixo.

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