Dólar caminha para ter melhor semana do ano e impulsiona preços do cacau com apoio de acordos comerciais e clima adverso na África

Por: Claudemir Zafalon

Moeda americana se fortalece frente ao euro com apoio de pactos bilaterais e pressiona mercados; cacau sobe com fundamentos climáticos e cambiais

O dólar caminha para encerrar sua melhor semana de 2025, impulsionado por uma série de acordos comerciais estratégicos firmados pelos Estados Unidos, que têm conseguido elevar tarifas sem provocar retaliações significativas ou choques econômicos imediatos. O mais recente pacto com a União Europeia — que aceitou um aumento de 15% nas tarifas americanas em troca de promessas substanciais de investimentos em energia e defesa — impulsionou a moeda norte-americana ao seu melhor desempenho diário frente ao euro desde maio.

A valorização sustentada do dólar, no entanto, acende um sinal de alerta para Wall Street e para o governo do presidente Donald Trump. Apesar de o dólar forte ser visto como reflexo de confiança e estabilidade, o governo tem reiteradamente buscado sua desvalorização como ferramenta para conter déficits comerciais e reforçar a competitividade internacional das exportações americanas.

O fortalecimento do dólar, somado a notícias de clima adverso nas principais regiões produtoras de cacau na Costa do Marfim, deu suporte aos preços do grão nos mercados futuros. Na sessão de ontem, o contrato de setembro operou com forte volatilidade, oscilando entre a mínima de US$ 8.116 e a máxima de US$ 8.599 por tonelada, encerrando o dia com alta de US$ 189, cotado a US$ 8.518/t.

O volume negociado foi de 22.422 contratos, com 8.985 contratos negociados no próprio setembro. O interesse em aberto permaneceu estável em 93.084 contratos, indicando que os participantes do mercado mantêm suas posições diante das incertezas tanto climáticas quanto geopolíticas.

Além disso, os estoques certificados nos portos dos Estados Unidos, monitorados pela ICE (Intercontinental Exchange), registraram nova queda, somando agora 2.352.050 sacas. A redução dos estoques certificados, somada ao temor de uma quebra na safra da África Ocidental, amplia a percepção de aperto na oferta para os próximos meses.

No Brasil, o contrato futuro de dólar com vencimento em agosto, cotado a R$ 5,60, manteve-se inalterado nesta sessão. A estabilidade do real reflete o compasso de espera do mercado local, que acompanha com cautela os desdobramentos da política cambial dos Estados Unidos e os reflexos das tensões comerciais globais.

Fonte: mercadodocacau

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2 Comments

  1. Elinado ramos de Souza disse:

    É bom ficar por dentro das notícias que envolve o cacau

  2. Hemilio Coelho Carvalho disse:

    Com o sistema climático um tanto adverso, cacau pode ter alta de preços, vou segurar uns dias mais.

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