Embaixador da Costa do Marfim no Brasil visita a Ceplac

O Embaixador da Costa do Marfim no Brasil , Silvestre Aka, esteve visitando a Sede Regional da Ceplac na Bahia, juntamente com o Assessor de Assuntos Econômicos da Embaixada, Angora Boru, e o Assessor de Comunicação Lamine Kanté. A missão, solicitada pela Joanes Industrial Ltda. – Olam Cocoa, contou também com a participação de Hércio Viana Gomes, gerente de originação da empresa, e teve o objetivo de mostrar aos visitantes os trabalhos da Ceplac nas áreas de pesquisa, assistência técnica e extensão rural.

A comitiva foi recebida pelo Superintendente da Ceplac na Bahia, Adonias de Castro Virgens Filho, e pelo Chefe do Serviço de Pesquisas do Cepec, José Marques Pereira, que recepcionaram os visitantes e fizeram uma abordagem sobre a cacauicultura no Brasil e as ações desenvolvidas pela Ceplac nos seis estados onde a instituição atua. As exposições foram enriquecidas com os questionamentos apresentados pelos visitantes. Após o encontro, os participantes visitaram o Centro de Pesquisas do Cacau, onde conhecerem os laboratórios de biocontrole, biologia molecular, biotecnologia, análise de solos e fertilizantes e a planta industrial para fabricação de líquor e chocolate. Na oportunidade foi feita uma exposição sobre o trabalho que a Ceplac desenvolve no apoio às empresas regionais visando à produção de chocolate.

A Costa do Marfim é um país líder mundial na produção mundial de cacau em amêndoas, possui 900 mil produtores de cacau, os quais, na safra 2015/15, produziram 1.795,9 mil toneladas e na safra 2015/16 alcançaram 1.570 mil toneladas, o que correspondeu a 41% e 37%, respectivamente, em relação a produção global. Na moagem industrial de cacau se destaca como segundo centro mais importante do mundo, vindo em seguida à Holanda. Na safra 2014/15 foram processadas no país 558,3 mil toneladas e na safra 2015/16 as moagens corresponderam a 510 mil toneladas. Nas plantações de cacau o principal problema fitossanitário é a ocorrência da podridão negra do fruto, causada pelo fungo Phythophtora megakaria que causa maiores perdas na produção. Naquela região ainda não foram constatadas as doenças vassoura de bruxa e monilíase que provocam danos significativas nas plantações de cacau em alguns países da América, sendo a primeira, a principal enfermidade que ocorre no Brasil. Por esse motivo os visitantes mostraram-se muito interessados nas exposições sobre o manejo integrado da vassoura de bruxa e nas pesquisas preventivas com referência a monilíase.

O Chefe do Serviço de Pesquisas do Cepec, José Marques Pereira, assinalou em sua exposição que a Ceplac tem procurado incorporar a dimensão sócioambiental ao desenvolvimento e difundir inovações que aumentem a eficiência tecnológica da cacauicultura.

O Superintendente da Ceplac na Bahia, Adonias de Castro, mencionou que a Ceplac tem procurado interagir com as instituições parceiras com vistas a priorizar a defesa sanitária, dando ênfase à fiscalização e ao melhoramento preventivo. Do mesmo modo tem procurado enfatizar o emprego de sistemas de produção sustentáveis, estimular ações voltadas à mecanização do cacaueiro, a agregação de valor ao produto e a qualidade e certificação. Ao finalizar, ressaltou a importância dos países produtores de cacau intensificarem a cooperação científica em busca de solução para os principais problemas da cacauicultura.

O embaixador Silvestre Aka declarou: “saio daqui com uma boa impressão dos trabalhos desenvolvidos pela pesquisa da Ceplac no Brasil, a estrutura existente, e faço votos que possamos promover cada vez mais a integração entre os países produtores de cacau; do mesmo modo considero muito importante os métodos coletivos utilizados na transferência de tecnologia para os agricultores, trabalho este que se torna mais difícil em nosso país devido ao grande número de pequenos produtores existentes, o que não deixa de ser um desafio a ser enfrentado com persistência”. Também agradeceu a maneira cordial e atenciosa como foram recebidos e parabenizou o trabalho desenvolvido pela Ceplac.

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