Equador tem expectativa de ultrapassar Gana em 2026 e se consolidar como segundo maior produtor mundial de cacau

O Equador caminha para um marco histórico no mercado global de cacau. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional de Exportadores de Cacau (Anecacao) , o país deve exportar mais de 623.000 toneladas métricas em 2026, volume que colocaria o Equador à frente de Gana e atrás apenas da Costa do Marfim.

Até outubro de 2025, as exportações já acumulam 462.351 toneladas, um salto de quase 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa da entidade é que o país encerre 2025 acima de 570.000 toneladas exportadas, estendendo uma trajetória de crescimento acelerado.

De acordo com Merlyn Casanova, diretora-executiva da Anecacao, o avanço é resultado da combinação entre melhores práticas agrícolas, expansão de áreas produtivas e condições climáticas favoráveis, fatores que vêm sustentando a elevação contínua da produtividade.

Além de ganhar protagonismo em volume, o desempenho equatoriano já exerce impacto direto no equilíbrio global de oferta. Para Rafael Borges, analista de inteligência de mercado da StoneX Brasil, a colheita recorde do país foi determinante para quebrar o ciclo de escassez que marcou a temporada anterior, aliviando pressões sobre preços e ampliando a disponibilidade de amêndoas no mercado internacional.

A ascensão do Equador reforça uma mudança estrutural no mapa global do cacau, com implicações relevantes para os principais players da cadeia, especialmente num momento em que a África Ocidental enfrenta desafios produtivos e riscos climáticos persistentes. O movimento coloca o país sul, americano no centro das atenções e amplia sua influência em negociações comerciais, padrões de qualidade e novos investimentos industriais.

O setor agora monitora se esse ritmo pode ser sustentado diante de variáveis externas, como custo de insumos, logística e eventuais impactos do clima. Mas, por enquanto, o Equador escreve uma das páginas mais significativas do mercado mundial de cacau dos últimos anos.

Fonte: mercadodocacau com informações reuters

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