Em uma iniciativa inédita para consolidar o estado como um novo polo produtor de cacau no Brasil, a Fralía Cacau Brasil e o Invest Minas realizaram o 1º Workshop Cacau, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, no dia 02 de Outubro. O evento reuniu representantes de diversas instituições do governo de Minas Gerais com o objetivo de criar um plano conjunto para fomentar o desenvolvimento da cacauicultura local.
A Fralía, que recentemente anunciou a expansão de sua fábrica para triplicar a produção até 2027, assume a liderança nesse movimento. “Queremos que Minas Gerais seja um grande estado na produção de cacau. A Fralía, mineira de nascimento e convicção, quer muito que Minas Gerais possa bater no peito e se vangloriar também desta cultura,” afirmou Matheus Pedrosa dos Reis, CEO da Fralía Cacau Brasil.
Durante o workshop, foi apresentada uma pesquisa de mercado encomendada pela Fralía à agência Xtrategie. O estudo, conduzido por Fernanda Cascão, demonstrou que o Brasil é o único dos sete maiores produtores globais de cacau que não supre sua demanda interna, precisando importar o produto para atender ao mercado nacional. Este cenário reforça a oportunidade de crescimento da produção mineira, que já busca unir forças com iniciativas nacionais, como o projeto Inova Cacau e o Projeto 500, que visam aumentar a produtividade e a sustentabilidade no setor.
O potencial do cacau em Minas Gerais foi reforçado por uma palestra de Victor Martins Maia, professor titular na UNIMONTES. Ele destacou a viabilidade da cultura em regiões semiáridas e como o cacau, cultivado em Sistemas Agroflorestais (SAFs), pode não apenas recuperar áreas degradadas, mas também gerar receitas e até ganhos com crédito de carbono. Segundo ele, Minas Gerais reúne condições agronômicas, climáticas e estruturais que permitem projetar o estado como uma das novas fronteiras do cacau no país, com capacidade real de alcançar rapidamente a terceira posição nacional em produção.
O evento contou com a participação de importantes parceiros, incluindo representantes do BDMG, Sede MG, SEAPA MG, EMATER MG, IMA MG, ABANORTE, FAPEMIG, EPAMIG e a Secretaria de Agricultura de Raul Soares. Todos os presentes reconheceram a importância de uma ação coordenada para o desenvolvimento da cadeia produtiva e se comprometeram a unir esforços.
“Acreditamos que Minas Gerais, em um espaço de tempo muito curto, tem condições de ser a terceira maior força de produção de cacau do Brasil,” concluiu Matheus Pedrosa dos Reis.


