Por: Claudemir Zafalon
O mercado internacional do cacau iniciou a semana sob novo ajuste operacional após a mudança para o horário de verão na Europa, que antecipou em uma hora a abertura e o fechamento das negociações. Apesar da alteração no relógio, o comportamento dos preços permanece inalterado: o mercado segue sem força para reagir, consolidando-se próximo às regiões de suporte.
Na última sexta-feira, o contrato de maio encerrou praticamente estável, cotado a US$ 3.165 por tonelada, com leve alta de apenas US$ 1. Durante o pregão, os preços oscilaram entre a mínima de US$ 3.112 e a máxima de US$ 3.204, refletindo um ambiente de baixa volatilidade e ausência de direcionamento claro. O número de negócios ficou em 9.588, com volume total de 24.817 contratos. Já o interesse em aberto apresentou avanço relevante, com alta de 1.480 contratos, alcançando 200.312 contratos, sinalizando aumento de participação no mercado, mesmo sem movimento expressivo de preços.
Do lado dos fundos, os dados divulgados pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC) mostram continuidade da pressão vendedora. Entre os dias 17 e 24 de março, os fundos ampliaram suas posições vendidas em 1.509 contratos, passando a deter uma posição líquida vendida de 12.661 contratos. Esse movimento reforça a leitura de um mercado ainda dominado por expectativas negativas no curto prazo.
No campo fundamental, os estoques certificados monitorados pela Intercontinental Exchange (ICE) continuam em trajetória de alta. O aumento de 4.623 sacas na última atualização elevou o volume total para 2.357.294 sacas, o maior nível dos últimos oito meses. Esse avanço reforça a percepção de oferta confortável no curto prazo, limitando tentativas de recuperação mais consistente das cotações.
Do ponto de vista técnico, o mercado segue pressionado. O RSI (Índice de Força Relativa) opera na faixa de 38%, indicando um ativo ainda próximo da zona de sobrevenda, mas sem sinais claros de reversão. As resistências permanecem bem definidas nas regiões de US$ 3.480 e US$ 3.700, enquanto os suportes continuam posicionados em US$ 3.000 e US$ 2.800.
No ambiente cambial, o contrato futuro de Real x Dólar com vencimento em 31 de março de 2026 está cotado a R$ 5,235, mantendo o câmbio em patamar elevado. Esse fator segue relevante para o mercado brasileiro, especialmente na formação de preços internos e na competitividade das exportações.
O mercado de cacau permanece em fase de consolidação, com viés ainda pressionado no curto prazo e dependente de novos estímulos para definir uma direção mais clara.
Fonte: mercadodocacau



1 Comment
Se o mercado brasileiro do cacau não trabalhar direito colocando chocolate de verdade o cacau a manteiga de cacau o verdadeiro sabor do chocolate e não o saborrr chocolate que é gordura vegetal ruim silicone sebo com o gosto horrível e faz mal pra saúde e pode dá até cancer o mercado brasileiro irá perder muito dinheiro e muitas pessoas vão começar a comprar do estrangeiro!