A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) informou que a produção das companhias que representa está em queda neste primeiro trimestre na comparação com o mesmo intervalo de 2014 e que não vê sinais de melhora nesse horizonte no curto prazo.
As companhias ligadas à entidade (ADM, Barry Callebaut, Cargill e Indeca) controlam 95% do parque processador instalado no país, cujo faturamento anual supera a marca de R$ 1,5 bilhão.
A AIPC estima que as empresas que processam cacau no Brasil, incluindo suas associadas, deverão receber 218 mil toneladas de cacau nacional na safra atual (2014/15), que terminará em abril.
Ainda que seja um volume maior que o de 2013/14 (191 mil toneladas), ainda é pouco diante da capacidade instaladas, que é de entre 240 mil e 250 mil toneladas. Assim, o segmento continuará a depender de importações para evitar ociosidade.
Mas, como as importações desde a Costa do Marfim seguem bloqueadas por inconformidades sanitárias e a Indonésia está concentrada no atendimento de sua demanda interna, apenas Gana, cuja produção está em queda, está de fato apta a exportar para o Brasil.
Em comunicado, Walter Tegani, secretárioexecutivo da AIPC, afirma que o cenário "só não está mais negativo" por causa da retomada do crescimento da economia dos Estados Unidos, maiores consumidores de chocolate do mundo. Fonte: Valor Econômico


